Acidente de ônibus mata 12 torcedores de futebol e reforça a importância do seguro

14/08/2018 / FONTE: CQCS

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Neste domingo (12/08), ocorreu um acidente de ônibus com indícios de imprudência por parte do motorista que matou 12 e feriu 30 torcedores do Barcelona de Guayaquil (Equador) após o jogo contra o Deportivo Cuenca pelo campeonato local, em entrevista exclusiva para o CQCS a consultora de vida e benefícios e coordenadora do seguro de atletas, Liciane da Luz, esclarece que, no Brasil, geralmente quando grupo de torcedores ou torcidas organizadas viaja para acompanhar o seu time, o clube arca com uma ajuda de custo para fretamento da viagem e ingressos para acesso aos jogos, enquanto o responsável/organizador da torcida organiza a logística até o local. “Atualmente, no Brasil, existem os seguros obrigatórios para ônibus com as exigências impostas pela ANTT. Esse seguro tem cobertura por morte , invalidez e despesas médicas hospitalares para passageiros e motoristas. Então neste caso sim, supondo que acontecesse no Brasil, e o ônibus estivesse regular as vítimas teriam direito a indenização”, diz a especialista em seguros desportivos, que atualmente trabalha na Rating Corretora de Seguros e que participou do processo de indenização das vítimas e familiares do acidente de avião que matou vários atletas e dirigentes da Chapecoense.

 Ela acrescenta que, considerando o histórico e riscos de uma viagem em transporte terrestre ou até mesmo aérea, o ideal é sempre contratar seguro viagem. Isso porque esse produto engloba o seguro de vida e também garante ampla cobertura de assistência emergencial, podendo ser contratado pelo tempo determinado da viagem, considerando período e destino da viagem.

 A especialista revela ainda que o “Estatuto do Torcedor” obriga o clube a contratar o seguro de acidentes pessoais tendo como beneficiário o portador de ingresso, além de disponibilizar um médico, enfermeiro, ambulância, para o local da realização do evento. “Porém, infelizmente não há nada que de garantia sobre o deslocamento/trajeto de torcedores, a não ser o seguro do próprio ônibus através de seu seguro obrigatório”, ressalta.

Para ela, o corretor de seguros tem um papel relevante nesse processo, a partir da consciência de que vende um produto que definirá futuros. Assim, cabe ao corretor oferecer ajuda criticamente necessária ao cliente e, mesmo após eventos trágicos em suas vidas, garantir que ele ou seus herdeiros “irão viver de forma digna e independente”.

 Por fim, Liciane da Luz alerta que é preciso prever cenários e tentar amortizar os impactos de todos os atingidos. “Assim nos tornaremos profissionais valorizados e significativos”, conclui.

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