Notícias | 23 de julho de 2020 | Fonte: CQCS

Sincor-SP apresenta pesquisa sobre nível tecnológico das corretoras de seguros

O Sincor-SP divulgou o resultado da AVATEC 2020, o estudo feito pela entidade para descobrir o nível tecnológico das corretoras de seguros. Boris Ber, vice-presidente da entidade conduziu a live que aconteceu nesta última quarta-feira, dia 22/07.

Ele explicou que a pesquisa foi feita no primeiro semestre de 2020 e, inicialmente, era pra ter sido feito apenas com as empresas localizadas no Estado de São Paulo, “mas com a chegada da pandemia, acabou sendo ampliado”, disse.

O dirigente destacou que o objetivo do estudo é entender e conhecer a capacidade tecnológica dos corretores de seguros para promover ajuda e até sugerir melhoras. “Nunca poderíamos imaginar que a pesquisa tivesse tanta assertividade. Ninguém imagina que poderíamos passar por esse momento de pandemia”, afirmou.

Boris ressaltou que o corretor se adaptou muito bem a esse momento e continuou a levar proteção a sociedade por meio do seguro. Alexandre Camillo, presidente do Sincor-SP participou da abertura e revelou que o estudo precede a transformação do Sincor-SP no Sincor digital, algo que já vinha sendo trabalhado antes da pandemia.

Marcelo Blay, da comissão de tecnologia do Sincor-SP, participou da apresentação do estudo e disse que o corretor de seguros deve estar atento a alguns itens que são importantes. “Invista em uma conexão rápida de internet, é fundamental, é possível economizar com muitas coisas, não com isso”, alertou.

Blay alertou também que os corretores devem estar atentos a LGPD que deve começar a ser fiscalizada a partir do ano que vem. “O governo postergou a fiscalização, mas é importantíssimo. Devemos ter responsabilidade sobre como vamos manter, compartilhar dados pessoais. A lei deixa claro que é toda operação que lida com dados pessoas e é um aspecto delicado”, ressaltou.

Outro ponto importante levantado por Blay e que pede cuidado dos corretores é proteção contra hackers. “Estamos em um mundo de crimes cibernéticos. É importante que nossos negócios estejam protegidos”, disse.

Ele lembrou ainda que o corretor deve sempre buscar bons parceiros. “Não se deve desenvolver tudo dentro de casa. Às vezes, penso que se fosse começar a Minuto Seguro hoje, muitas coisas, eu buscaria parceria fora”, revelou.

Blay disse também que nesse momento da pandemia, muitas pessoas devem continuar a trabalhar em home office e isso traz muitos desafios para a operação. “É importante ter a operação da corretora na nuvem. Não é bicho de 7 cabeças, ter a gestão descentralizada já que muitas empresas não vão voltar ao que era antes. É importante ter métricas de acompanhamento, gestão da equipe. Esse será o novo normal”, enfatizou.

Ele alertou ainda que o corretor deve ter cuidado para não ser digital onde o cliente não quer. “Você tem que automatizar processos. A relação humana não acredito em automatizar; eu odeio chatbots, por exemplo”.

Participou também o economista Francisco Galiza que explicou o estudo. “Na minha visão o trabalho teve 3 objetivos: 1. entender como estão as corretoras de sp em termos de TI; 2. criar metodologia transparente, direta para que as próprias corretoras se avaliem e 3. O caráter educacional para o mercado. Assim o corretor verá os recursos existentes na área”, detalhou.

Ele disse que o AVATEC está dividido em 6 capítulos e é um indicador dinâmico. “A tecnologia evolui. Os próprios critérios internos da pesquisa deverão ser revistos. O objetivo é que o indicador entre na realidade das empresas”, disse.

A amostra da pesquisa foi feita com um total de 920 corretoras (847 no estado de São Paulo e 73 de outros estados).

Algumas das conclusões apresentadas no estudo:

Aproximadamente, de 20% a 25% das corretoras de seguros têm interesse limitado no assunto “tecnologia”.

Corretoras têm internet e computadores em níveis bem satisfatórios, um ponto importante do setor. Ou seja, as condições básicas estão estabelecidas.

20% das corretoras não têm software de gestão, 25% das corretoras paulistas não têm site próprio ou, então, o mesmo número não usa sistema de multicálculo.

Sobre o uso de leads: 45% das corretoras só recebem indicações de clientes.

Boris Ber disse que a pesquisa mostra que as corretoras estão no caminho certo, mas que ainda há pouco conhecimento por parte dos corretores sobre leads e como se comunicar com o cliente.

Para Marcelo Blay, o corretor deve ter em mente que gerar lead requer especialização. “Não basta colocar dinheiro no Google, redes sociais. Comprar lista também pode não dar resultado”, disse. Ele revelou que na Minuto Seguros o hábito é pedir indicação de quem já é cliente. “É a boa e velha indicação, além disso tem seguradoras que estão fornecendo leads, mas é preciso atender em uma velocidade alta, caso contrário, você não vai ter sucesso”, ressaltou.

O estudo completo pode ser consultado aqui:
https://www.sincor.org.br/wp-content/uploads/2020/07/avatec_2020_resultados.pdf

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