Notícias | 6 de dezembro de 2005 | Fonte: Valor Econômico

Seguradoras estão sólidas, diz o BIS

A indústria de resseguros tem capital suficiente para cobrir as perdas bilionárias provocadas pelo furacão Katrina, a mais cara catástrofe natural da História, estima o Banco de Compensações Internacionais (BIS). O furacão que destruiu a cidade de New Orleans (EUA) em agosto, deixou uma fatura de US$ 60 bilhões para as seguradoras, segundo o banco dos bancos centrais.

As companhias de resseguros, que fazem o seguro das seguradoras devem cobrir até 50% do total. É o dobro do custo da maior catástrofe natural anterior, o furacão Andrews, em 1992. Apesar da enormidade da perda, o BIS calcula que o Katrina não terá impacto na solvência da indústria como um todo, em razão de uma boa reserva de capital. As resseguradoras tinham US$ 244 bilhões ao fim de 2003, segundo dados da Associação Internacional de Supervisores de Seguros (IAIS, sigla em inglês).

No entanto, o BIS prevê perdas individuais para algumas companhias de resseguros, que precisarão se recapitalizar. Para o BIS, o setor global de resseguros procurou se reforçar depois dos ataques terroristas nos EUA em setembro de 2001. Os prêmios de seguros aumentaram substancialmente, sobretudo os que cobrem riscos de catástrofes. Isso ajudou muitas companhias a reforçar o capital, o suficiente para casos de ataques. Os aumentos de prêmios também atraíram o interesse de novas resseguradoras.

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