Seguradora quer monitorar comportamento do motorista

30/08/2015 / FONTE: Quadro Rodas


Objetivo é oferecer descontos maiores a condutores mais prudentes

Por Rodrigo Furlan/Foto: Getty Images | 30/08/2015

A Allstate, segunda maior empresa de seguros dos Estados Unidos, patenteou um sistema chamado “Traffic-based Driving Analysis”. E, de acordo com matéria publicada pelo Chicago Tribune, esse sistema poderá monitorar todo tipo de ação executada pelo motorista quando estiver em seu veículo.

Oficialmente, a proposta da Allstate é verificar quais são os motoristas que adotam as medidas mais seguras ao volante, permitindo que eles tenham descontos maiores ao contratar uma apólice. Para isso, serão utilizados monitores e câmeras capazes de capturar uma porção de atividades.

Será possível, por exemplo, observar quantas pessoas estão no carro, quem está dirigindo (se é o segurado ou outra pessoa), se o motorista usa o telefone ao volante, se come enquanto guia, se carrega algum item que possa causar distração (animais, mochilas, lixo), sua postura ao volante e, possivelmente, o volume do sistema de som e a pulsação do motorista.

A grande polêmica está no fato de a Allstate ter liberdade para vender essas informações a quem estiver interessado. Em outras palavras, seria um mecanismo similar ao utilizado pelo Google para entender quem você é e, a partir disso, passar a exibir conteúdo publicitário personalizado. O problema seria saber se terceiros também poderiam ter acesso a esses dados, de modo a comprometer a segurança do motorista.

Uma segunda etapa desse processo de monitoramento também abrangeria o ambiente ao redor do carro do segurado: outros carros, padrão de tráfego, condições meteorológicas, condições de pista, pedestres, entre outros. Por enquanto, porém, ainda não há estimativa de data para que o Traffic-based Driving Analysis entre em funcionamento.

Com as brigadas da Polícia Judiciária ocupadas para investigar incêndios florestais, essas ocorrências são registadas em várias zonas do país, com incidência no Norte, as participações que as companhias de seguros enviam para a PJ, desconfiando de fraudes, que quase nunca são provadas, devido à falta de indícios suficientes para sustentar uma acusação. Neste período de Verão, em que há uma menor possibilidade de peritagens imediatas, especialmente pelos peritos de fogo posto, o número de casos tem aumentado. O segredo para não ser descoberto é não repetir a fraude. As seguradoras sabem que foram enganadas, mas nem os seus próprios peritos, nem as autoridades judiciárias, conseguem geralmente levar os fraudadores a julgamento.

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