Saiba o que o seguro não cobriria no caso de enchente que destruiu casa de Otávio Mesquita

14/03/2019 / FONTE: CQCS | Ivan Netto

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Conforme o CQCS noticiou na última terça-feira (12/3), o apresentador Otávio Mesquita, atualmente no SBT, foi uma das vítimas das fortes chuvas em São Paulo. O jornalista, empresário e piloto, que mora em uma mansão no bairro do Morumbi, teve móveis e objetos de valor arrastados pela enchente.

A equipe do CQCS conversou com o vice-presidente da Fenacor, Dorival Alves de Sousa, sobre o tema e o dirigente explicou o que o Corretor deve levar em conta na hora de oferecer esse produto para seu cliente.

“O Corretor precisa avaliar se é uma casa, onde está localizada, o que tem dentro dessa casa, ou o que o cliente gostaria de incluir como garantia. Porque os pacotes são engessados e não possuem um leque de possibilidade”.

Outro fator importante através do qual podem surgir questionamentos sobre a higienização dos cômodos. “Essa questão varia de companhia para companhia. Essa garantia não está contemplada nas garantias gerais. Depende da política da companhia seguradora”.

Para o dirigente, entretanto, na maioria dos casos, o seguro residencial oferece apenas garantias básicas para incêndio, queda de raio e explosão de gás.

“Caso ele tenha contratado um bilhete do seguro residencial, muito provavelmente não haverá cobertura para inundação provocada por alagamentos, uma vez que essa opção, na maioria dos casos, oferece apenas garantias básicas para incêndio, queda de raio e explosão de gás. Em geral, o seguro residencial não cobre danos a obras de arte, dinheiro ou jóias, a não ser que o segurado tenha contratado uma cobertura adicional para esses bens”, afirma o vice-presidente da Fenacor.

Na mesma linha, a jornalista Michele Loureiro lembra, em matéria publicada pela Folha de S. Paulo, que a maioria dos imóveis segurados no Brasil tem apenas a cobertura básica, que contempla prejuízos por raios, incêndios e explosões. As demais coberturas – como em casos de roubo, furto e alagamento – são adicionais e devem ser contratadas de forma independente.

Ou seja, como bem destaca a repórter da Folha, cabe ao consumidor compreender as reais necessidades e o valor que está disposto a desembolsar.

“Muita gente acha que a casa está segura com a cobertura básica e em casos de enchente se vê sem a ajuda financeira da seguradora”, diz Roberta Densa, especialista em direito do consumidor, em entrevista ao veículo.

Também entrevistado pela Folha de S. Paulo, José Antonio Varanda, professor da Escola Nacional de Seguros, lembra qie o ideal é contratar o seguro de alagamento para imóvel e conteúdo e fazer um inventário de tudo o que tem em casa. “É trabalhoso, mas ajuda a amenizar prejuízos em casos de desastres”, ressalta varanda.

As seguradoras não costumam fazer vistorias prévias, mas em caso de sinistros pedem comprovação dos prejuízos, como notas fiscais. “Por isso, não vale ocultar dados de perfil nem de bens”, alertou o professor na matéria publicada pelo jornal na terça-feira (12/3).

 

 

 

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