Notícias | 9 de setembro de 2005 | Fonte: Folha de S.Paulo

Prejuízo deve passar de US$ 100 bi

O presidente americano, George W. Bush, solicitou ontem ao Congresso dos EUA a liberação de mais US$ 51,8 bilhões para ajudar na recuperação da área atingida pelo furacão Katrina.

O pedido de Bush acontece no mesmo momento em que surgem estimativas indicando que entre US$ 100 bilhões e US$ 200 bilhões serão necessários na reconstrução, tornando o Katrina o desastre natural mais caro da história do país.

Segundo o jornal britânico `The Independent`, estimativas que circulam na Casa Branca apontam para gastos de recuperação entre US$ 150 bilhões e US$ 200 bilhões. Este último valor corresponde a tudo o que os EUA já gastaram no Iraque desde o início da guerra, em março de 2003, de acordo com os cálculos da ONG `National Priorities Project`.

Funcionários federais diziam anteontem que US$ 700 milhões são usados diariamente e que o custo deverá chegar a US$ 100 bilhões, no máximo. Também na terça-feira, o líder dos democratas no Senado, Harry Reid, comentou que US$ 150 bilhões poderão ser despendidos na região.

Independentemente da cifra final, os gastos com o Katrina superam várias vezes os outros desastres naturais nos EUA -o furacão Andrew, que atingiu Miami, custou US$ 26,5 bilhões- ou os US$ 21 bilhões usados em Nova York depois dos ataques terroristas do 11 de Setembro.

Ontem, o governo americano anunciou que aceitou cerca de US$ 1 bilhão em doações de 95 países. A oferta do Irã foi rejeitada pois dependia que as sanções dos EUA ao país fossem suspensas.

Os parlamentares esperam aprovar o pedido de Bush o mais rapidamente possível, para não interromper o envio de dinheiro. Ainda não houve um anúncio formal sobre como a verba será gasta, mas a agência Associated Press informou que o governo planeja distribuir cartões de débito que valem US$ 2.000 para as vítimas, que poderão ser usados para comprar comida, combustível e outras necessidades essenciais.

Na semana passada, Bush pediu US$ 10,5 bilhões ao Congresso, mas o porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, disse que o presidente solicitará mais dinheiro.

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