Operadoras querem preço variável por perfil

10/07/2019 / FONTE: Valor Econômico via SindsegSP

preço

Um fumante, sedentário ou que pratica atividade de alto risco pagariam um valor maior pelo plano

O Valor Econômico informa que a Abramge, associação das operadoras de planos de saúde, está pleiteando à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) a criação de novos modelos de convênio médico. Entre esses formatos, estão planos em que a precificação é calculada conforme o risco do usuário.

Um fumante, sedentário ou que pratica atividade de alto risco pagariam um valor maior pelo plano. “No modelo atual, o risco é compartilhado entre todos. O usuário que não fuma, pratica esportes e tem uma vida saudável paga pelos demais. O seguro de carro é precificado de acordo com o risco do contratante”, disse Reinaldo Scheibe, presidente da Abramge.

A ANS informou que “a legislação e a regulação setorial não permitem que haja discriminação com cobranças de valores de entrada diferentes em função de condições de saúde ou de hábitos do consumidor”.

Além disso, a Abramge também quer ampliar a comercialização de plano de saúde ambulatorial em cidades de menor porte. Para isso acredita que o caminho é firmar parceria com o SUS para que os procedimentos de alta complexidade sejam realizados na rede pública.

O plano ambulatorial mais simples precisa ter cobertura de consultas, terapias e exames. Na modalidade mais completa também há hemodiálise, obstetrícia e internação de 12 horas

No Brasil, há apenas 1,5 milhão de planos de saúde ambulatoriais, o que representa 3% do mercado. “Já falamos com o ministro da saúde sobre a importância de uma parceria com o SUS para desenvolver o plano ambulatorial no interior”, disse Scheibe. A entidade quer transferir os procedimentos mais complexos para o SUS e retirar a exigência de atendimento no prazo de sete dias com a alegação de que em cidades pequenas não há grande oferta de prestadores de serviços, o que dificuldade o cumprimento dos prazos determinados pela ANS.

Outro pleito da Abramge ao Ministério da Saúde é a integração de dados de pacientes entre SUS e operadoras. “Com a lei de informação de dados, esse tema está ainda mais latente. Ao receber um paciente do SUS poderíamos ter seu histórico médico, não sendo necessário repetir exames, por exemplo, se houvesse essa integração.


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