Notícias | 13 de janeiro de 2021 | Fonte: Stephanie Zalcman e Hugo Teóphilo

O futuro dos seguros

Stephanie Zalcman e Hugo Teóphilo

Passo a passo para preparar sua empresa no mundo VUCA

Tão antigo quanto a engenhosidade humana em superar obstáculos, também é a nossa vontade em criar ecossistemas que sejam perenes e sustentáveis. No entanto, raras são as organizações que conseguiram ser feitas para durar.

Além disso, o conceito mundo VUCA (sigla para, em português, volátil, incerto, complexo e ambíguo) ganhou tangibilidade em uma escala global e velocidade de mudanças ainda não vista por gestores e empresas, devido aos desafios e oportunidades trazidos pela Covid-19.

Estamos vivendo uma crise de saúde, que impactou vários aspectos da atividade humana, seja na economia, energia, social, tecnológica ou ambiental, além de contribuir para realçar as interdependências dos riscos globais desencadeados pela pandemia. 

Em meio a este evento histórico, que vem mudando muitos aspectos do mundo em que vivemos, prevê-se, por exemplo, o aumento do endividamento (público e privado), do desemprego estrutural e da perda de confiança do consumidor. Tais fatores desafiam as empresas a navegarem em ambientes de alta incerteza e mudanças estruturais de hábitos da sociedade.

Fatores de resiliência

Em sua obra, na evolução das espécies, Darwin coloca de maneira elucidativa que o fator de sobrevivência não é determinado por uma habilidade superdesenvolvida, mas, sim, pela capacidade de adaptar-se as evoluções do ambiente.

Nas empresas, vale o mesmo conceito, onde as habilidades dos profissionais em lidar com mudanças têm sido o aspecto distintivo em identificar talentos e futuros membros do C-level. Mudança e adaptação nunca andaram tão in tandem como agora. A Covid-19 mostrou que planos serão colocados por terra e que o ativo real das empresas é a agilidade e a coesão que conseguem mobiliar seus times em momentos de crise e incertezas.

Para os líderes das empresas, muitas decisões tomadas hoje e nos próximos meses determinarão como responder, à medida que esses riscos ou oportunidades surgem e se desenrolam. Neste processo, além de reforçar os pilares da visão de longo prazo (e ter a sensibilidade para alterá-las no momento certo), a organização também precisa alterar a estrutura organizacional, de forma que seja capaz de entregar a nova visão e estimular times para a execução.

Em resumo, além de todas as atividades atuais de gestão de riscos desenvolvidas para proteger os funcionários e clientes na crise imediata, deve-se administrar a forma de lidar com as incertezas do futuro.

Seguros como estratégia de rentabilidade e sustentabilidade

No entanto, por mais talentosos que executivos e seus times sejam, o mundo VUCA vai nos surpreender e pode colocar em risco estratégias brilhantes e modelos operacionais eficientes.

Vários desses desafios podem ser endereçados com soluções de seguros. Em nossos fóruns junto a clientes e seguradoras, identificamos os quatro principais temas para que as empresas estejam protegidas e rentáveis, venha o que vier.

1) Integre seguros com gestão de riscos

Não basta a empresa construir o plano de contingência, elas precisam garantir que seus planos possuam de fato, os instrumentos de seguro adequados. Estes planos costumam ficar relegados aos níveis não estratégicos da empresa ou, uma vez feitos, param nas gavetas e perdem a conexão com o negócio – seja por excesso de otimismo do C-level ou por falta de políticas de compliance.

Para que o seu plano consiga ser “acionado na prática”, busque uma visão de profissionais de seguros com conhecimento do seu setor. Dessa forma, o plano terá consistência e proteção real com soluções de seguros pragmáticas e em concordância com seu negócio.

2) Alavanque em seguros ubíquos

Ubiquidade é o impacto trazido com o advento das infinitas possibilidades que existem de integração de diferentes plataformas digitais (ex.: APIs, microsserviços etc.) em que as experiências dos usuários ocorram de forma intuitiva e em alguns casos, até preemptiva. 

Insurtechs e ERPs integrados na cadeia de valor ajudarão de maneira preemptiva (lado AI – Artificial Intelligence) e consultiva (lado humano) que os seguros possam de maneira cada vez mais fluída, ajudar a proteger o negócio de ponta a ponta.

3) Proteja a empresa e as pessoas

Proteger a operação da empresa é fundamental, assim como as pessoas que a fazem existir. Para isso, uma série de ferramentas podem proteger não só o alto escalão (ex.: Seguro de D&O), como também os funcionários com contratos temporários ou sujeitos a interrupção imprevista (ex.: Seguro Prestamista com cobertura para perda de renda).

Embora a tecnologia tenha sido essencial na maneira como as pessoas, as empresas e os governos lidaram com a crise causada pela Covid-19, ela também está desafiando o relacionamento entre tecnologia e gestão, enquanto a desconfiança ou a má utilização da tecnologia podem ter efeitos duradouros na sociedade. Novas oportunidades de negócios e emprego estão sendo criadas, mas essa maior dependência da tecnologia também aumentou os riscos de segurança cibernética. A era do capitalismo de stakeholders chegou para ficar e cuidar de todas as partes interessadas e intervenientes na operação, para que assim, confiança e valor real sejam construídos e mantidos ao longo do tempo.

4) Use insurbanking para sinergia entre seguros e crédito

Seguros melhoram saúde e sustentabilidade financeira da empresa e, consequentemente, melhoram rankings de acesso a crédito e custo de capital. Além de também demonstrar que regras de compliance e proteção patrimonial, estão sendo cumpridas.

Dessa forma, operações de one-stop-shop com seguros e crédito, tendem a ganhar cada vez mais relevância na medida em que constroem de forma conjunta, cases de negócio mais robustos e defendidos (ex.: Seguro Garantia para antecipação de recebíveis).

Dentro destes fatores, existem oportunidades de alta criação de valor para empresas de todos os portes e setores. 

Estamos caminhando para um momento em que, além dos canais de distribuição, os produtos de seguros estão mudando, de forma ágil (ex.: precificação, riscos, coberturas) de empresa para empresa e de indivíduo para indivíduo. Essa complexidade é um dos resultados do mundo VUCA e a velocidade é, sem sombra de dúvidas, um dos maiores desafios.

Ter um agente de seguros de confiança ao seu lado, que consiga conectar a estratégia do negócio aos fatores citados, é o primeiro passo para preparar sua empresa no mundo VUCA.

Autores:

Hugo Teóphilo é Diretor de Operações da Wiz Corporate. Graduado em Administração, com Mestrado em Administração pela National University of Singapore e especialização em M&A e Valuation, possui mais de 15 anos de experiência no mercado de produtos e serviços financeiros, tendo atuado em posições executivas na PwC e McKinsey. 

Stephanie Zalcman é Diretora de Placement da Wiz Corporate. Bacharel em Direito, com especialização no Business Management Programme pela Insead e possui mais de 15 anos de experiência no mercado de seguros ocupando posições executivas na Argo, Fairfax e JLT. 

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