Novos produtos revolucionam o mercado e trazem mais negócios para os corretores

10/07/2020 / FONTE: CQCS

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Mais negócios e facilidades para os corretores de seguros e a inserção no mercado de um número expressivo de consumidores que hoje não têm acesso ao seguro, seja por questões orçamentárias ou por vontade própria. Esse é futuro prometido pelas empresas que apostam em sistemas digitais e novos modelos de seguros, do tipo “on demand” ou  “pay per use”.  É o caso da startup Thinkseg e da seguradora Argo, cujos CEOs, André Gregori e Newton Queiroz, participaram da edição desta quarta-feira (08 de julho) do “CQCS Talks”, atração que discute mensalmente os assuntos mais relevantes do mercado de seguros, tendo como mediador Gustavo Doria Filho, fundador do CQCS.

Segundo Newton Queiroz, no futuro, os seguros com alguma forma de cobertura intermitente terão grande importância no mercado. “No Brasil, de 50% a 60% do prêmio virão de novos produtos e novos clientes. A penetração vai aumentar e o seguro terá maior participação no PIB”, projetou o CEO da Argo.

Ele acrescentou que a baixa penetração do seguro, por questões culturais, orçamentárias ou mesmo pela falta de produtos, acaba criando uma enorme base para ser explorada pelos corretores de seguros, dentro de uma nova realidade que atende, inclusive, aos clientes que não estão 100% satisfeitos porque gostariam de ter um seguro apenas por períodos determinados. “Parte da sociedade vai usar o seguro intermitente por que cabe melhor no bolso. E há pessoas de alta renda que muitas vezes fazem auto seguro ou contratam apenas seguro de RC e não o de casco para o veículo, que só usa no final de semana. Há um espaço em branco, com públicos distintos, para o corretor”, acentuou Queiroz, frisando ainda que o foco da Argo está sendo direcionado para a parte da sociedade que hoje não compra seguro por questão orçamentaria.

Na avaliação dele, é importante para a seguradora “fazer testes” e verificar quais produtos podem sobreviver à intermitência. Nesse contexto, o executivo da Argos acredita que, no futuro, pode haver espaço para produtos intermitentes, outros tradicionais e até para aquelas que são uma mescla dos dois. “Pode ter alguém que queira contratar seguro para roubo e furto na sua residência por 365 dias, mas vai querer um seguro intermitente quando for sair com o carro”, exemplificou.

Nesse cenário, Queiroz entende que os clientes, orientados pelos corretores de seguros, muitas vezes irão contratar diferentes modalidades de seguros em seguradoras distintas. “Hoje, em geral, o corretor tenta vender os produtos da mesma seguradora, até para conseguir condições melhores para o seu cliente. Mas, com o mercado intermitente, isso vai mudar. As plataformas irão oferecer vários produtos de diferentes seguradoras para o corretor montar a cobertura completa”, comentou.

Por fim, ele explicou o funcionamento do “Instant”, seguro de automóvel que cobre por perda total os veículos nas estradas e apenas por períodos de 24 horas (o segurado define quantos períodos). Esse produto permite a contratação exclusivamente pelo uso e sob demanda, diferentemente do que acontece nas apólices tradicionais. O foco são veículos de até R$ 30 mil que ainda não têm seguro por conta do preço.

THINKSEG. 

Já André Gregori salientou que o corretor de seguros é e continuará sendo o “agente de mudanças no mercado”, inclusive no que se refere aos seguros intermitentes.

Para ele, o mercado está apenas dando os primeiros passos nesse tipo de produto, que “vai ficar grande através dos corretores”.

Gregori acredita que, em breve vão prevalecer os seguros que acompanham a mobilidade do indivíduo. “No mundo ideal, o seguro deve acompanhar o segurado, esteja ele em um veículo comprado, alugado ou emprestado. Então, deixa de ser o seguro do carro e passa a ser do indivíduo. A nossa missão agora é ver como chegar até isso”, observou.

Para o CEO da Thinkseg, a tendência de mudanças está sendo aprofundada pelas novas exigências surgidas com a pandemia do coronavírus.

Nesse contexto, o seguro será um grande guarda chuva proteger o segurado onde ele estiver. “Começamos pelo seguro auto, mas logo irá estender para outras carteiras. É o mesmo conceito utilizado em contas de água ou de energia. O consumidor paga de acordo com o que utiliza. Há uma mensalidade para todas as coberturas. Você pode ligar e desligar as coberturas de acordo com a sua mobilidade”, acentuou.

Ele enfatizou ainda que alguns dogmas do mercado estão sendo ultrapassados, incluindo o que apontava o produto simples com algo que não funciona e que a análise do risco por meio digital não era feita corretamente. “Há pessoas novas entrando no mercado. A gente nem bem começou. O que estamos fazendo é apenas o início. E não estamos preocupados com concorrência. Quanto mais se fala em seguros intermitentes, melhor. Assim, o nosso discurso vai para a rua. Quanto mais gente trouxer solução, melhor para o cliente, mais o mercado vai crescer. O mercado é grande e tem cliente para todo mundo”, asseverou Gregori.

Finalizando, ele assegurou que o corretor terá uma “uma vasta prateleira de produtos”, que trará novos clientes para ele e melhores formas de proteção para a sociedade. “Vão surgir novos agentes e o nosso modelo será replicado. Isso é bom para o cliente e para o corretor, que terá mais produtos na prateleira e mais ferramentas para oferecer aos clientes”, concluiu.

Os contatos com as áreas comerciais da Thinkseg e da Argo podem ser feitos, respectivamente, através desses endereços eletrônicos:[email protected]thinkseg.com e [email protected]br

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