Mulher é presa por fraudar seguro e receber cerca de 16 indenizações

17/05/2019 / FONTE: CQCS | Carla Boaventura

fraude

Uma matéria publicada pelo Correio Braziliense, no último dia 16, informa que uma mulher de 41 anos foi presa após receber R$ 220 mil reais, fruto de fraude no seguro de danos pessoais, obtidos através de uma empresa de eventos mantida pela acusada, Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT). Foram, ao menos, 16 pedidos de indenizações por invalidez permanente.

Ainda de acordo com o site, o delegado Danillo Martins informou que a acusada está sendo investigada há 10 meses, quando a Seguradora Líder, a responsável pelo repasse do DPVAT, realizou um boletim de ocorrência na unidade policial. “Notou-se que, nos últimos anos, houve um crescimento significativo nos pedidos por estas indenizações. A partir disso, apurou-se internamente os casos, o que levou até os pedidos dessa mulher”, explica.

Formada em direito, a mulher fraudava os documentos utilizadas nos pedidos de indenização, como ficou comprovado durante a investigação do caso. O delegado afirmou que ela realizava assessoria jurídica para advogados em Luziânia e, assim, tinha acesso aos materiais necessários.

“Ela pegou os documentos padrões e apenas realizava algumas mudanças, para que não chamasse a atenção interna na seguradora. Nos registros constavam que a pessoa tinha sido vítima de acidente de trânsito e que tinha ficado com sequelas permanentes, tais como paraplegia, hemiplegia e perda de membros”, informou ao Correio Braziliense.

A mulher falsificou documentos públicos, como boletins de ocorrência das Polícia Civil de Goiás e Distrito Federal; laudos do Instituto Médico Legal (GO e DF);  ocorrência do Corpo de Bombeiros de Goiás; relatórios médicos do Hospital de Base e do Hospital Municipal de Luziânia. Também estava na lista de fraudes: documentos particulares dos falsos acidentados, como comprovantes de residência. Era dessa forma que ela dava entrada no pedido de seguro no valor máximo de R$13,5 mil pela debilidade permanente.

Os dados das vítimas eram as únicas informações verdadeiras utilizadas no ato do golpe. “A acusada tem uma empresa de eventos, localizada na cidade de Luziânia, por onde passa vários prestadores de serviços como garçons, cozinheiros e seguranças. Aproveitando o vínculo de trabalho, a investigada obtinha cópia dos documentos pessoais dessas pessoas, alegando que seria para registro de carteira de trabalho”, esclarece o delegado.

Ainda foi informado que, após a mulher ganhar a confiança dos trabalhadores, ela criava uma história para ganhar acesso às contas das vítimas. “Como o seguro só é recebido na conta da própria vítima, ela tinha que conseguir estes dados. Ela afirmava que ia receber dinheiro de devedores, mas que estava com a conta bancária bloqueada. Assim, ela obtinha o cartão e senha dos funcionários”, acrescenta.

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