Lideranças discutem futuro dos corretores de seguros

14/01/2020 / FONTE: Revista Cobertura

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Evento celebrou os 185 anos da Mongeral Aegon, a seguradora mais antiga do Brasil, apresentando novidades e debatendo tendências

A Mongeral Aegon, seguradora mais longeva do País, completou 185 anos no dia 10 de janeiro e realizou, entre os dias 9 e 11, o Magnext 2020, um evento para mais de 2 mil pessoas no Rio de Janeiro, anunciando uma série de novidades, entre elas a mudança do nome para Mag Seguros.
A mudança da marca reflete modernização e inovação da companhia, apesar de seu tradicionalismo. O nome MAG já vinha sendo utilizado como um apelido, criado naturalmente pelos colaboradores como resultado da contração de Mongeral Aegon Group.
O CEO da companhia, Helder Molina, apresentou o crescimento da empresa no mercado, visões e expectativas para o futuro. Dentre os principais destaques, comentou sobre o volume de vendas pela plataforma de suporte ao corretor Venda Digital, que hoje corresponde a cerca de 90% dos seguros comercializados. Em relação às inovações no atendimento, o executivo destacou a WinSocial, plataforma que facilita a venda de seguro de vida para pessoas com diabetes. Também abordou a Mag Investimentos, gestora de ativos criada há cinco anos no mercado, que já movimentou R$ 6 bilhões desde o lançamento.

Durante o evento, a empresa também realizou o lançamento da fintech Mag Finanças, que tem como objetivo otimizar e facilitar as operações financeiras entre corretores e clientes. A expectativa é encerrar 2020 com um volume financeiro em transações de pagamentos superior a R$ 1 bilhão, atuando inicialmente somente em seu ecossistema.

Lideranças dos corretores de seguros

Um dos painéis mais aguardados, “Tendências para os corretores de seguros”, teve a participação do presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, do presidente da Fenacor, Armando Vergílio, e do presidente do Sincor-RJ, Henrique Brandão, sob mediação do vice-presidente do Conselho da companhia, Marco Antonio Gonçalves.

Armando Vergílio defendeu a importância da autorregulação do mercado de corretagem de seguros. “É de se admitir que a superintendente da Susep, Solange Vieira, demonstrou coragem de reconhecer publicamente o que já sabíamos há muito tempo, quanto à deficiência no cadastramento e na fiscalização da atividade dos corretores de seguros”, disse. “Os profissionais que aderirem à autorregulação serão vistos pelo setor e pelos clientes como tendo uma espécie de selo de qualidade. No momento, a única autorreguladora aprovada e em operação é o IBRACOR”.
Porém, enfatizou que as lideranças da categoria estão mobilizadas para a retirada dos artigos da Medida Provisória 905/19, que atingem a profissão, em especial, para reverter dois itens do artigo 51, um que revoga a Lei 4.594 e outro artigo do Decreto Lei 73/66, o que a retira do Sistema Nacional de Seguros Privados (SNSP). “A atividade não acabou. Apenas, por enquanto, foi desregulamentada, não sendo a ausência provisória da Lei ou a perda temporária da sua eficácia que coloca fim à profissão ou atividade de corretor de seguros”, declarou Vergílio.
O presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, reafirmou que as lideranças da categoria estão unidas e mobilizadas. “Diferenças à parte, temos a exata noção de nossa responsabilidade para com os corretores do Brasil inteiro. Antes de sermos lideranças da categoria somos empresários da corretagem, dedicamos nossas vidas e embasamos as nossas conquistas por essa profissão, e isso é o que nos aproxima. Sempre estaremos de mãos dadas para ações de interesse dos corretores de seguros e do setor. Prova disso é que desde 2015 nós demos as mãos em torno do IBRACOR, como nossa autorreguladora, ou durante a luta e a conquista do Simples, que trouxe ganhos para todos”.
Segundo Camillo, as ameaças existem ao longo da história da humanidade, mas atualmente surgem de forma constante em razão do acesso à informação. “Isso acaba nos tirando um pouco a lucidez e a visão da oportunidade. Em todos os desafios, aqueles que conseguem ultrapassar são os que se fortalecem, assim como a Mongeral, que em 185 anos de história precisou se adaptar a muitos obstáculos. A autorregulação talvez seja a grande oportunidade nisso tudo para alçarmos o corretor à posição que ele já tem, de maturidade, de reconhecimento e de autoconhecimento, de o quanto somos meritórios e participantes do desenvolvimento do setor de seguros”, disse.
Henrique Brandão, presidente do Sincor-RJ, também defendeu o interesse na profissão por ser um corretor de seguros. “Nunca deixei a corretora, não sou simplesmente um empresário que gerencia à distância, continuo vendendo seguro todos os dias, com muito orgulho. Acho desrespeitoso o discurso da superintendente da Susep de desregulamentar a nossa profissão. Se não tem estrutura para fiscalizar, cria-se, mas não podemos regredir no que conquistamos para o setor”.
 O evento contou ainda com debates e apresentações de lideranças da empresa, palestra de David Robert sobre tendências de comportamento, palestra sobre economia com o jornalista Ricardo Amorim, motivacionais de personalidades públicas do esporte e da música, como Marta Silva, Bernardinho e Carlinhos Brown, premiações de destaques de vendas, o tradicional Troféu Galo de Ouro, e shows.
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