Notícias | 3 de maio de 2004 | Fonte: Valor Econômico

Itaipu economiza 50% com seguro

O consórcio liderado pela Unibanco Seguros venceu a concorrência pelo milionário seguro da usina de Itaipu. O resultado foi uma “total satisfação”, segundo Fernando Nunes, diretor técnico da Lazam-MDS, corretora que atuou na montagem do seguro, já que a usina conseguiu reduzir pela metade o prêmio da apólice, de US$ 4,2 milhões para US$ 2,08 milhões. O valor em risco é de US$ 2,010 bilhões, segundo a Itaipu, e o limite de indenizações é de US$ 50 milhões.

O programa de seguros da usina é contratado bilateralmente, o que exige que metade do seguro fique no Brasil e metade no Paraguai. No entanto, a apólice hoje em vigor, liderada pela SulAmérica, ficou sem a contrapartida porque os paraguaios pediram no ano passado para sair do contrato em andamento. O consórcio da Unibanco terá as paraguaias Mundo, Central e Fenix. A Lazam trabalhou na apólice desde outubro de 2003.

A importância segurada cobre os equipamentos operacionais e os instrumentos que acompanham a performance, acusam oscilações e mantêm a segurança do megaempreendimento. Segundo Antonio Jorge Motta, diretor-superintendente da corretora, o seguro engloba os transportes, vida dos funcionários e a responsabilidade civil (RC) dos executivos (o chamado “directors and officers”, ou D&O), além dos equipamentos. Ao todo, são 18 unidades geradoras, duas sub-estações e um complexo de dutos (tubulações que jogam água sobre as turbinas). Cada turbina está avaliada em cerca de US$ 40 milhões. Há 2.383 instrumentos e 5.239 drenos, instrumentos de tensão, termômetros, pêndulos e medidores de vazão que acompanham todas as variações na obra civil. Há uma cobertura de RC por danos causados a terceiros, como o amparo aos visitantes.

O edital foi dividido em três seções: uma apólice do tipo compreensiva (“all risks”), que engloba a quebra das máquinas; uma cobertura ampla para riscos de incêndio e vendaval para os edifícios que compõem a casa de força, o almoxarifado e o refúgio biológico de Maracaju, área de preservação de espécies da região; e a RC de danos corporais e morais a terceiros.

O anúncio do resultado da concorrência ocorreu no mesmo dia em que a Lazam-MDS assinou um contrato de associação com a Integridade Corretora de Seguros, especialista, como ela, na área de grandes riscos. Com a união, a corretora firma-se entre as cinco principais do mercado de grandes riscos, segundo os executivos, e passa a operar com uma linha de comando composta por cinco pessoas.

Em 2003, a Lazam-MDS intermediou contratos que somaram R$ 90 milhões em prêmios, enquanto a Integridade somou outros R$ 35 milhões. Motta e o proprietário da Integridade, Jacques Goldenberg, dizem que, com a empresa criada pela união, poderão segmentar mais suas áreas de atuação. A Lazam tem boa penetração nos seguros industriais em geral, enquanto a Integridade tem forte atuação em seguros do setor de mineração. Ambas também têm negócios no setor de shopping centers.

As áreas comerciais serão mantidas, enquanto as operações internas, de “back-office”, serão reavaliadas com o início da operação conjunta, “mantendo o melhor de cada uma das partes”, dizem os executivos.

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