IRB-Brasil Re: gestão financeira é voltada à rentabilidade

28/08/2003 / FONTE: Monitor Mercantil


A segurança na linha de gestão financeira é fruto de uma atuação conservadora por definição, que exclui assumir riscos na expectativa de grandes lucros mas sim resultados consistentes, positivos e contínuos, meta que implica em assumir riscos menores. Assim, o diretor financeiro do IRB-Brasil Re, Alberto de Almeida Pais, define a importância da resseguradora. “Uma empresa que não pode se dar ao luxo, porque seria uma temeridade, de assumir riscos na expectativa de grandes lucros. Tem que ter o equilíbrio de um bom desempenho financeiro para manter o maior nível possível a rentabilidade dos ativos líquidos para suportar a demanda de hegde da área operacional”. Pais ressalta que o fato de pagar dividendos de R$ 165,8 milhões, que corresponde a 50% do lucro líquido da empresa, significa que o IRB-Brasil Re teve um excelente desempenho que permitiu remunerar adequadamente os seus investidores. Na sua avaliação, esse resultado está diretamente ligado ao bom desempenho da área operacional e também a contribuição das aplicações da reserva do IRB-Brasil Re, alavancadas pela taxa de câmbio a exemplo do que ocorreu em todo o setor financeiro, principalmente no segundo semestre. Em prêmios emitidos também houve crescimento significativo ao passarem de R$ 1.674 milhões em 2001 para R$ 2.454 milhões em 2002, uma evolução de 46,5%. Mesmo assim, a contribuição financeira foi mais significativa ainda do que a área operacional, linha de gestão financeira recomendável à atividade de uma resseguradora, que tem que construir reservas líquidas para enfrentar qualquer sinistro que apareça. “Os nossos compromissos têm que estar lastreados e para isso temos que ter reservas líquidas que, por sua vez, exigem uma boa gestão, fato que o balanço do IRB-Brasil Re demonstrou, evidentemente influenciado pela variação de taxa cambial”, ressalta o diretor financeiro da resseguradora. A evolução patrimonial da empresa também mereceu destaque no exercício de 2002: o patrimônio cresceu 20% entre 2001 e 2002, e ativos totais 33% ao passarem para R$ 3.851 milhões. Para Almeida Pais, esses números confirmam a solidez na situação econômica e financeira, tanto assim que as provisões técnicas cresceram 40% e as financeiras 15%, graças a uma administração conservadora. “Todas as aplicações ativas estão adequadamente suportáveis e as operações financeiras adequadamente protegidas, mediante uso adequado de operações de hedge”, destaca.

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