Notícias | 18 de junho de 2020 | Fonte: CQCS

Inovação foi pauta do Café com Seguro da ANSP

Na noite desta quarta-feira, dia 17, aconteceu o “Café com Seguro”, um evento virtual organizado pela Academia Nacional de Seguros e Previdência (ANSP). O tema foi “Inovação e Seguro” e foi abordado por João Marcelo dos Santos, presidente da ANSP, e Gustavo Doria Filho, fundador do CQCS. O vice-presidente da ANSP, Fernando Simões, e o diretor de Fóruns Acadêmicos, Edmur de Almeida, foram os mediadores.

Antes de passar a palavra aos participantes, Edmur Almeida, disse que deve ser um desafio para o órgão regulador reduzir barreiras da entrada, aumentar concorrência e, ao mesmo tempo, “preservar a solvência que é a ponta protetora do consumidor”.

João Marcelo se mostrou atento com a regulação. “Estamos preocupados com a inovação no mercado de seguros, como vamos viabilizar para que a regulação não atrapalhe a inovação?”, questionou. Ele lembrou que tradicionalmente o governo não é inovador por natureza. “Se o governo não atrapalhar já está ótimo”, disse.

O presidente da ANSP destacou que o mercado brasileiro tem visto boas novidades. Ele destacou a norma 294 que trata da comercialização e utilização de meios remotos em seguros. “Acho que ela deveria ser mais aberta, mas avançou bastante, deu um passo gigantesco nessa questão”, ressaltou.

Para ele, a proposta de sandbox apresentada pela Susep traz possibilidade de inovação para empresas que querem vender seguro e querem fazer em bases não tão tradicionais.

“A sandbox brasileira tem um desenho que parece melhor do que a de países mais avançados que o Brasil porque não é uma sandbox de tecnologias novas. Ela parece ser um passo importantíssimo”, destacou. Para ele, a Susep não quer liderar o processo de inovação. “Ela só quer acompanhar”.  

Ele ressaltou que a norma do sandbox do jeito que  foi montado pela Susep  vai dar mais chance para várias seguradoras começarem com investimento menor, com produtos novos.

“É um adubo interessante para empresas de tecnologia que vão usar as seguradoras como incumbent, tem uma excelente oportunidade e a Susep encaminhou muito bem”, observou.

O fundador do CQCS, Gustavo Doria, que também é acadêmico da ANSP, ressaltou que a inovação é inerente ao ser humano. Ele destacou a rapidez com que o mercado de seguros colocou os colaboradores em home office e continuou o trabalho do dia a dia. “O mercado de seguros deu show no momento da pandemia. O seguro foi muito rápido pro remoto”.

Ele disse ainda que a sociedade deu uma resposta positiva a importância do seguro ao manter as renovações em alta. Para Doria o que deve mudar são algumas condutas já que há um novo padrão de comportamento que deve valorizar, por exemplo, o seguro residencial já que as pessoas estão mais em casa. “Talvez as empresas tenham que rever suas apólices colocando a residência de seus colaboradores para riscos advindos do trabalho, o seguro de vida também tem uma grande mudança”, afirmou.

Doria lembrou que os próximos meses serão marcados por uma forte desaceleração da economia, mas que toda crise traz oportunidade. “Acho que temos o segurado do massificado acostumando a comprar remotamente e  isso é uma mudança”, analisou.

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