Notícias | 14 de setembro de 2020 | Fonte: CQCS

Gigante do mercado segurador vai suspender cobertura de seguros

O jornal Valor Econômico publicou matéria da agência de notícias Bloomberg dizendo que a resseguradora Munich Re suspendeu a venda de cobertura para proteção contra perdas de empresas em futuras pandemias. A resseguradora alemã registrou impacto relacionado ao coronavírus de 1,5 bilhão de euros (US$ 1,8 bilhão) no primeiro semestre.

Torsten Jeworrek, responsável por resseguro da Munich Re, disse que a companhia examina a possibilidade de, futuramente, oferecer novos contratos que incluam proteção contra pandemias em seguros patrimoniais e de acidentes. A empresa continuará a cobrir pandemias em contratos de vida e saúde. “No momento, foi suspenso, por exemplo, no que diz respeito a cancelamentos de eventos”, afirmou o executivo.

A maior parte das perdas relacionadas à Covid-19 da Munich Re neste ano resultou do cancelamento de grandes eventos e outros impactos nas receitas de empresas durante as quarentenas.
A resseguradora divulgou alerta de lucro em março e suspendeu um programa de recompra de ações, citando o aumento de pedidos de indenização relacionados ao surto. A empresa não divulgou nova estimativa lucro para 2020.

Seguradoras e resseguradoras tentam enfrentar danos da pandemia reservando caixa o suficiente para cobrir sinistros futuros, embora haja um alto nível de incerteza sobre o custo final.
O Lloyd’s of London estimou em maio que o setor de seguros deve registrar perdas de cerca de US$ 203 bilhões relacionadas ao coronavírus neste ano, com cerca de US$ 107 bilhões provenientes de subscrição de seguros e o restante de carteiras de investimentos.

Segundo a notícia, Jeworrek disse estar cauteloso ao estimar as perdas potenciais no segundo semestre, dada a incerteza sobre o que acontecerá no quarto trimestre. “Podemos enfrentar um momento crítico novamente, por exemplo, se houver novos ‘lockdowns’”, disse.

O executivo disse que a expectativa é superar a maioria das perdas da Covid neste ano. “Isso também se deve ao fato de que os contratos de seguro em questão geralmente têm prazo de um ano, e atualmente não estamos emitindo nenhuma cobertura adicional para pandemia. Então isso deve acabar.”

Olhando para o futuro, a Munich Re apoia a criação de fundos de seguro apoiados por governos para ajudar a proteger empresas contra perdas durante futuras pandemias, disse Jeworrek. O Lloyd’s lidera uma campanha no setor em defesa desses fundos e novos tipos de apólices de seguro para proteger contra emergências de saúde pública e ameaças globais.

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