Notícias | 19 de maio de 2004 | Fonte: InfoPessoal

Fenaseg defende oferta de seguro popular para ampliar base de consumidores

Em coletiva realizada em Brasília, na semana passada, para o lançamento do 2º Plano Setorial da Indústria de Seguros, o presidente da Fenaseg (Federação Nacional de Seguros Privados), João Elízio Ferraz Campos, afirmou que o crescimento do setor, e a conseqüente ampliação da base de consumidores dependem do lançamento dos chamados seguros populares.

Na opinião do executivo, o lançamento de produtos populares beneficia a todos. O consumidor porque consegue proteger seu patrimônio, as seguradoras porque ampliam sua base de clientes, e finalmente o país, que ganha com a geração de poupança interna gerada pelas reservas das seguradoras.

Produção deve mais que dobrar até 2009
Estimativas anunciadas durante o 2º Plano Setorial sugerem que o faturamento do setor deve alcançar cerca de R$ 116 bilhões até 2009. Por sua vez, a soma das reservas técnicas e do capital próprio das seguradoras deve alcançar o equivalente a R$ 220 bilhões.

Para se ter uma idéia de quão otimistas são essas projeções, vale lembrar que no ano passado o faturamento do setor foi de R$ 51,1 bilhões e que as reservas mais patrimônio totalizaram R$ 95 bilhões. Em outras palavras, o setor espera mais do que dobrar sua produção nos próximos cinco anos.

Consumo per capita é baixo no Brasil
Campos também lembra que o Brasil ainda se encontra somente na 22a colocação no ranking mundial de produção de seguros, com um consumo per capita de apenas US$ 72. Por sua vez, em países como o Chile esse consumo é de cerca US$ 165, ou 130%.

Dentre as razões que explicam o baixo consumo per capita o executivo cita a inexistência de um mercado ressegurador aberto e a alta incidência tributária. Nesse contexto, a Fenaseg já teria entrado com pedido para que os seguros sejam isentos do pagamento de IOF, como foi concedido aos VGBLs (Vida Gerador de Benefício Livre). No caso dos VGBLs, clasificados como seguros de vida, a isenção foi concedida como forma de garantir a competitiviade do produto frente aos planos de previdência (PGBL e planos tradicionais), que por não serem classificados como seguros já eram isentos de IOF.

O presidente da Fenaseg também acredita que a simplificação dos processos de contratação de seguros, com a redução do volume de papel envolvido, e o uso de canais alternativos de distribuição também poderia contribuir nessa direção

FAÇA UM COMENTÁRIO

Esta é uma área exclusiva para membros da comunidade

Faça login para interagir ou crie agora sua conta e faça parte.

FAÇA PARTE AGORA FAZER LOGIN