Notícias | 4 de junho de 2020 | Fonte: CQCS

Especialistas debatem sobre panorama da saúde no Brasil após a pandemia

Aconteceu nesta quinta-feira, 04, mais uma edição da MAG Live. O evento foi dividido em dois painéis e ambos trataram a respeito dos impactos do novo coronavírus. O primeiro, intitulado ‘A nova medicina’ recebeu o professor David Uip, que é médico infectologista, Professor Livre Docente pela USP e Reitor do Centro Universitário Saúde ABC e Michel Naslavsky, Doutor em Genética e professor da USP. A mediação ficou por conta do diretor de marketing da MAG Seguros, Nuno Pedro David.

O professor Uip explicou, de acordo com sua experiência, o panorama da situação do covid-19 no país. De acordo com ele, o Brasil é um país continental, o que faz com que a situação seja diferente em alguns locais do país. Exemplificando, ele usou a cidade de São Paulo. “A cidade de São Paulo alcançou o pico, deve estabilizar nas próximas duas semanas e depois deve começar a cair”.

Além disso, ele também falou sobre as debilidades do sistema de saúde do país e sua relação com o controle da pandemia.  “O problema é que o sistema único de saúde tem dificuldade de capilarizar o atendimento, que vai do atendimento primário ao ministério da saúde, a quem cabe as medidas públicas. O SUS está sobrecarregado, as santa casas sobrecarregados e até mesmo o sistema privado está, porque o covid onera esse sistema”.

Dessa forma, ele explica o que acredita que irá acontecer quando a pandemia acabar.” Para depois, vamos ter que entender que esse sistema privado vai ter que se recompor e o sistema público vai atender mais pessoas. Vamos ter que trabalhar muito com prevenção, muito mais com saúde com doença”.

O professor Michael, por sua vez, explicou como a medicina genômica pode ser uma forte aliada no período pós pandemia. “Com o advento da medicina genômica, a gente vai entender mais sobre as pessoas que possuem uma predisposição à doença. A prevenção tem uma coisa positiva, mas que vem de médio a longo prazo”.

Por outro, ele pontua que, apesar dos benefícios trazidos pelas pesquisas genéticas, seu uso não vai começar a ser usado de uma hora para outra. “Ela não vai cair de paraquedas no sistema de saúde, você precisa ter um acompanhamento de perto das pessoas, ela faz sentido quando acompanha o histórico da família. Os exames genéticos são muito importantes, mas eles não têm o mesmo poder se o indivíduo e sua familia nao sao monitorados”, explica. Contudo, mesmo com algumas ressalvas, ele explica: “A médio prazo isso vai entrar na rotina de prevenção dos sistemas de saúde”.

Ainda falando sobre prevenção, o professor fez um contraponto sobre o seguro. Nuno, então explicou a relação.”No Brasil, 43 milhões de pessoas com seguro. Temos um número de pessoas que cancelam planos de saúde porque eles custam caro. A indústria de seguro está procurando soluções para atender a camada da sociedade brasileira que não pode pagar”, finalizou.

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