Notícias | 20 de agosto de 2020 | Fonte: CQCS

Especialista prevê um 2021 promissor para o mercado e o Corretor de Seguros

O Corretor de Seguros tem que impulsionar o uso digital, entender que mercado está mais digitalizado e que isso é realidade atual. A afirmação foi feita pelo professor da Fundação Dom Cabral e Conselheiro Consultivo da MAG Seguros, Gilmar Mendes, ao participar da edição desta quarta-feira (19 de agosto) do “CQCS Talks”, transmitido pela TV CQCS, no YouTube. 

Segundo ele, todo o mundo acelerou o uso da tecnologia, e essa tendência continuará crescendo nos próximos anos. “Quanto mais melhora o produto, mais complexo fica e depende de venda qualificada. Então, sempre será preciso o face to face. Mas, antes, a tecnologia encontrava limitação. Hoje, aprendemos que podemos fazer isso por meio remoto. Estamos em fase de transição, mas o corretor precisa incorporar a tecnologia”, alertou. 

Ele acrescentou que, com a pandemia, a prioridade da população em geral passou a ser saúde e proteção, com todos os demais bens de consumo ficando “para depois”. Nesse cenário, ele acredita que não há uma “fórmula pronta”, sendo necessário “saber ler o Brasil, a região e o modelo de negócio”, tendo em mente que o mercado de seguros está na linha de frente das prioridades em termos de consumo. 

Gilmar Mendes demonstrou bastante otimismo quanto ao futuro do Brasil, com reflexos positivos no mercado de seguros. Segundo ele, a soma de aprovação de reformas como as da previdência e tributária e de marcos regulatórios, além das taxas de juros muito baixas e grande potencial de retorno para investimentos atraem os investidores de todo o mundo. “O Brasil é o país que pode apresentar a investidores taxas de retorno entre 8% e 10% liquido na infraestrutura. Estamos com proposta bem agressiva. O Brasil do presente é o Brasil de oportunidades. Será que estamos aproveitando? Precisamos acelerar”, asseverou. 

Para ele, há razões para acreditar que o crescimento do PIB em 2021 supere o percentual de 3,5% previsto pelo FMI. “Aposto nisso. Há elevados níveis de investimentos com projetos bons e capital disponível, ativos baratos, dólar valorizado e taxas de juros internas lá embaixo. Estamos vendo movimentos nesse sentido. Levando em conta a intercessão de três elementos: a dimensão do país, a população de mais de 200 milhões de pessoas e PIB acima de US$ 1 trilhão, somente EUA, China e Brasil têm isso. Nenhuma empresa do mundo dispensa o Brasil. Não vieram ainda porque não fizemos o que tinha que ser feito”, enfatizou. 

Mendes defendeu ainda um “pacto pelo Brasil”, independente das divergências ideológicas entre os agentes políticos. “Temos agenda positiva. Nunca tivemos um Congresso tão reformista como o que temos hoje. Precisamos separar os ruídos dos sinais. Porque as bolsas sobem e porque os fundos estão de olho no Brasil? Nossos sinais são bons e acredito que vamos acelerar ainda mais agora”, projetou. 

Nesse contexto, ele defendeu a importância de se desonerar o emprego, aumentar as linhas de crédito para investimentos e para o consumo, com o apoio de novidades como as fintechs. “Isso tudo vai ao encontro do mercado de seguros, que funciona precisando de renda e de crédito. Esses são dois fatores importantes para o setor em qualquer lugar do mundo”, acrescentou. 

O “CQCS Talks” contou ainda com a participação do vice-presidente consultivo da MAG Seguros, Marco Antonio Gonçalves, que destacou o fato de o mercado se adaptar rapidamente diante do avanço da pandemia do coronavírus. “O mercado merece nota 10 na pandemia, porque em três ou quatro dias estava funcionando plenamente. Tanto seguradoras quanto os corretores conseguiram assegurar a proteção plena do segurado mesmo estando em home office. Além disso, lembro que garantimos coberturas que não estavam nas condições gerais, indenizando mortes por quaisquer causas”, observou. 

Ele elogiou ainda as ações da Susep como a regulamentação dos seguros intermitentes e o Sandbox, que provocam o mercado para criar novos produtos e novas formas de comercialização sempre com o foco no online, provendo soluções mais ágeis e melhores.  

Já o mediador foi Gustavo Doria Filho, fundador do CQCS, que confessou ter sido convencido nesta edição do real objetivo do programa, “O CQCS Talks cria conceitos e juízo de valor para que os profissionais possam estruturar suas estratégias. Essa é o objetivo. Ficamos felizes porque o CQCS quer ser um hub para ajudar o próximo a brilhar.”, frisou Doria.

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1 comentário

  1. Mislene Pereira de Oliveira

    8 de outubro de 2020 às 8:49

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