Notícias | 19 de junho de 2020 | Fonte: CQCS

Corretor tem espaço no futuro do mercado

O corretor de seguros tem espaço garantido no futuro do mercado, mas vai enfrentar forte concorrência e precisará investir forte em tecnologia. Essa foi a mensagem transmitida pelos participantes da primeira edição do “CQCS Innovation Latam”, tendo como mediador o fundador do CQCS, Gustavo Doria Filho, nesta quinta-feira (18 de junho).

No debate realizado logo após a apresentação de suas palestras, tanto Jonathan Kalman, fundador da EOS Venture Partners; quanto Marcelo Blay, CEO da Minuto Seguros; Hilário Itríago, diretor Geral e fundador da Rokk3r; e o CEO da Ciclic, Raphael Swierczynski, asseguraram que não há o que temer para quem estiver preparado e adaptado aos novos tempos. “Hoje, todo corretor é digital. No mínimo, usa as redes sociais para se comunicar com os clientes. Então, o corretor pode e deve comprar, ao menos, ferramentas de multicálculo e sistemas de gestão. O medo de ser digital é descabido. Todos já somos e, depois da pandemia, quem achava que não era será forçado a ser”, alertou Marcelo Blay.

Ele revelou que o seguro digital atraiu para o mercado muitos brasileiros que nunca tiveram uma apólice. “São pessoas que, entre outras razões, não estavam dispostas a comprar seguros em bancos ou concessionárias e acabaram nos achando”, acrescentou.

Blay enfatizou ainda que nos mercados desenvolvidos, como o norte-americano, diferentes canais de distribuição disputam os clientes. Para ele, isso está chegando e vai se consolidar também no Brasil. “Existe mercado para todo mundo. Mas, o corretor precisa se adaptar, começando por deixar de vender apenas um produto”, sugeriu.

Indagado por uma das pessoas que assistiam ao programa sobre qual ferramenta digital o corretor deve investir, Marcelo Blay respondeu que é um erro “gastar muito dinheiro” de uma vez só, pois há o risco de se ter retorno indesejado. Na visão dele, é preciso testar todas as ferramentas possíveis “com calma”, pois não há “uma fórmula pronta para todos os corretores. “Não é uma brincadeira barata”, acentuou.

Por sua vez, Jonathan Kalman observou que o corretor de seguros tradicional “não vai morrer”. Contudo, ressaltou que esse profissional enfrentará um cenário mais difícil. “A competição será cada vez mais acirrada. Os corretores de seguros terão que repensar o modelo de negócio”, sugeriu.

Ele disse ainda que, embora não conheça com detalhes o cenário atual do mercado brasileiro, entende que, como o seguro é global, não há como fugir das tendências internacionais. Nesse contexto, ele afirmou que é a favor, por exemplo, da adoção  de sistemas e modelos modernos como o “open insurance”.

Já Hilário Itríago assinalou que sempre haverá produtos que precisam de “assessoramento humano”, o que reforça a posição do corretor tradicional. Contudo, alertou que no novo mercado que surge, o corretor precisará ter ”aço no estômago” e ficar agoniado para buscar novos negócios.

Nesse contexto, ele projetou um cenário em que será preciso ser mais digital para atender adequadamente aos clientes. “Será mais duro e menos rentável. Terá que trabalhar para manter carteira. É hora de ficar atento para buscar negócios”, conclamou.

Visão semelhante foi apresentada por Raphael Swierczynski, para quem o corretor precisará ser bem mais tecnológico, melhorar processos e se modernizar.

Ele lembrou que a geração mais jovem de clientes tem um comportamento de consumo distinto, preferindo resolver tudo de forma digital. “O corretor precisa evoluir, se adaptar, usar as ferramentas digitais. Sempre haverá leilão, a busca pelo melhor curso. Mas, isso não significa que corretor vai morrer. Pelo contrário, estamos construindo um caminho melhor para o mercado”, asseverou Swierczynski que durante o evento apresentou “a Insurtech Of The Month”, na qual falou sobre sua experiência e da Ciclic em meio a tantas mudanças que acontecem no mercado de seguros.

O evento, cujo tema central foi “Como o covid-19 vai mudar o cenário das insurtechs”, visa a manter viva a rede de conexões estabelecida pelo CQCS Insurtech & Inovação, maior evento de inovação em seguros da América Latina que precisou ser adiado em razão da pandemia do coronavírus. Segundo Gustavo Doria Filho, o objetivo é colocar a América Latina no centro do movimento de inovação mundial de Seguros.

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