Coberturas de vida e residencial dão impulso às carteiras das seguradoras

15/05/2019 / FONTE: DCI via Revista cobertura

Hands Protecting House from Bad weather on chalkboard.

Apesar do desempenho aquém do esperado da economia local, as companhias apostam mais intensamente em soluções tecnológicas para trazer simplicidade e preços mais justos às apólices

ISABELA BOLZANI

Com o desempenho aquém do esperado no segmento de automóveis, as coberturas de vida e residencial deram fôlego ao resultado das seguradoras no primeiro trimestre. Para 2019, a expectativa é de ascensão digital e de criação de produtos mais específicos.

As quatro maiores seguradoras do País (BB Seguridade, Bradesco Seguros, SulAmérica e Porto Seguro) somaram R$ 3,253 bilhões de lucro líquido no primeiro trimestre deste ano, um avanço de 15,23% frente ao registrado em 2018 (R$ 2,823 bilhões).

Entre os principais avanços da carteira, o seguro de vida e a cobertura residencial foram os maiores destaques. De acordo com o primeiro vice-presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo (Sincor SP), Boris Ber, apesar do “compasso de espera” do mercado em relação à macroeconomia, esses produtos se destacaram.“Assim como o restante do Brasil, o setor de seguros estava com as expectativas um pouco mais altas do que efetivamente está acontecendo. Algumas áreas, porém, acabam se destacando de forma surpreendente, como o seguro de vida, que desde o ano passado tem demonstrado um avanço inesperado. Muito disso vem de algumas indenizações mais específicas que vem sido ofertadas”, explica o executivo do Sincor.

Os últimos dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) apontam que os prêmios ganhos com o produto compreensivo residencial avançaram 10,6% nos primeiros três meses deste ano contra igual intervalo de 2018, de R$ 665,4 milhões para R$ 736,1 milhões. Já o seguro de vida em grupo apresentou um aumento de 5,3% na mesma comparação, de R$ 2,621 bilhões para R$ 2,761 bilhões.

No caso da apólice residencial, Ber explica que parte do avanço vem principalmente pela forma como a cobertura tem sido apresentada. “O produto deixou de ser simplesmente um seguro residencial para ser também uma assistência e isso ajuda bastante na venda”, acrescenta o executivo.

Ao mesmo tempo, a entrada das insurtechs no mercado também tem impulsionado um crescimento nos resultados. Para o CEO da Thinkseg, Andre Gregori, esse movimento não somente colabora para a vinda de novos segurados como também incentiva a criação de produtos diferenciados.

“Apesar das incertezas que ainda existem no País, diversos setores têm se destacado exatamente porque as apólices são vendidas de forma simplificada e personalizada. É o que tem acontecido nas coberturas de automóveis e de vida, por exemplo, que avaliam mais o comportamento do segurado do que um perfil generalizado. Isso se traduz em preços mais justos”, avalia Gregori.

Ele completa que, ao mesmo tempo, a digitalização do mercado segurador e a entrada de novas gerações no setor também tem trazido mudanças. “O segmento evolui conforme as inovações chegam, então também vemos outras iniciativas acontecendo, como seguros de bicicletas, skates e patinetes, por exemplo, acompanhando a demanda desses novos clientes”, diz o CEO da Thinkseg.

Ber, vice-presidente do Sincor, avalia que a todo esse cenário também se acrescenta as soluções de sinistro por meio de aplicativos e a chegada de produtos mais enxutos, “que possam excluir coberturas que não são tão importantes para a realidade dos clientes de hoje”.

“É importante ressaltar, no entanto, que esses meios digitais carecem de uma regulamentação. Mas já vivemos uma revolução digital no setor e é um caminho sem volta”, complementa o executivo.

Produtos corporativos

No que concerne os seguros para pessoas jurídicas, os executivos entrevistados pelo DCI apontam a vinda de produtos simplificados também para os micro e pequenos negócios.

Ainda conforme dados da Susep, os prêmios ganhos pelo mercado com o compreensivo empresarial chegaram a R$ 606,1 milhões no primeiro trimestre, alta de 15% em comparação a igual período de 2018 (R$ 527,2 milhões).

Para Ber, os produtos corporativos devem, inclusive, deslanchar antes mesmo do que os voltados para pessoas físicas. “É um mercado que já começa a caminhar e que está esperando a retomada econômica para vir com mais força. Isso deve acontecer já no segundo semestre”, conclui.
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