Notícias | 18 de agosto de 2006 | Fonte: Fenaseg

Cientista do INPE apresenta à Comissão de Riscos Patrimonais sistema para detectar raios

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O cientista e coordenador do Grupo de eletricidade atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, Osmar Pinto Júnior, participou na manhã de hoje, 17, da reunião da Comissão de Riscos Patrimonais da Fenaseg, ocorrida em sua sede. O cientista veio ministrar a palestra “Queda de Raio” especialmente para os integrantes da Comissão.

Na ocasião, ele falou sobre método criado pelo INPE com objetivo de auxiliar empresas e indústrias na prevenção quanto aos prejuízos causados pelos raios. Segundo ele, atualmente, as descargas elétricas no Brasil são responsáveis por prejuízos anuais superiores aos US$ 500 milhões.

Além disso, o Brasil é o campeão mundial de raios, com 50 milhões de descargas ao ano. Todos os anos, entre 50 e 100 pessoas morrem vítimas deste fenômeno, várias delas em atividades a céu aberto, informou o coordenador do grupo de Eletricidade do INPE.

Região Sudeste – Os estudos do INPE revelam ainda que a cada segundo, duas descargas são lançadas em solo nacional. Os cientistas também descobriram que há um grande triângulo elétrico atmosférico na região Sudeste, com elevada incidência de raios. A pesquisa mostra que essa área engloba justamente as regiões mais industrializadas e de altíssima concentração populacional, situada entre os conglomerados metropolitanos de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo.

Osmar Pinto Júnior afirma que nesta área caem, anualmente, em média, 7 raios por quilômetro quadrado, com intensidade que pode variar entre 1 e 250 kiloamperes. Essa energia, segundo ele, é suficiente para matar pessoas e destruir sistemas elétricos e eletrônicos, além de danificar instalações fabris e paralisar atividades profissionais.

Sistema – Para tentar minimizar os problemas de raios, o Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) coordenador por Pinto Júnior, realiza estudos há mais de 10 anos. O resultado foi a criação de um sistema capaz de monitorar e alertar, em tempo real, as tempestades potencialmente formadoras de descargas elétricas.

Nos primeiros meses de uso, o sistema alcançou uma eficiência de 84% de eficiência de alerta bem-sucedidos, informou, o cientista. A idéia agora, segundo Osmar Pinto Júnior, é continuar aperfeiçoando o sistema e fornecê-lo aos mais variados setores da sociedade.

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