Notícias | 13 de janeiro de 2020 | Fonte: Valor Econômico via SindSeg SP

Brasileiro precisa poupar mais para aposentadoria, diz Aegon

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As pessoas precisam assumir a responsabilidade sobre seu futuro, alerta o presidente mundial da seguradora Aegon, o holandês Alex Wynaendts, em entrevista ao Valor Econômico. Isso quer dizer que é necessário se planejar financeiramente e poupar mais, em um ambiente de juro mais baixo em todo o mundo. No Brasil, com a reforma da Previdência, esse caminho já começou, diz, mas a maioria das pessoas ainda não planeja a aposentadoria. “O Brasil é único. A vantagem é que a população é jovem e terá tempo de poupar para o futuro”, disse. O executivo deixará a companhia em maio, depois de 12 anos e será substituído por Lard Friese.

Com o aumento da longevidade, os planos de previdência tendem a ficar mais caros, mas os seguros de vida, não. “Então é bom ter os dois produtos no portfólio. O mais importante de poupar para previdência é começar o mais cedo possível. Se começar aos 25 anos, depois de 50 anos é muito dinheiro. Todos têm que começar cedo”, afirma.

No Brasil, a empresa opera desde 2009 por meio da joint venture Mongeral Aegon, que atua nos ramos de seguros de vida e previdência. Na sexta-feira, a empresa anunciou a mudança de sua marca para MAG. O resultado no país ainda é pequeno para o grupo, mas vai crescer, segundo o executivo. A baixa penetração do mercado de seguros no país – de apenas 4% – oferece uma grande oportunidade de crescimento na visão da companhia. Isso não ocorre mais nos países da Europa e nos Estados Unidos, onde os seguros já atingem cerca de 70% da população.

No Brasil, a perspectiva é que o mercado segurador avance o dobro do Produto Interno Bruto (PIB), diz o executivo. A empresa completou 185 anos no Brasil e os prêmios cresceram 24% em 2019. Para 2020, o avanço deve ser de 19%, estima a empresa. A mais recente empreitada da Aegon no Brasil é o lançamento de uma conta digital. Na Holanda, a seguradora possui o maior banco digital do país, chamado de KNAB.

Já no Brasil, a MAG estuda lançar sua “fintech” desde a edição da lei 12.865, que regulou as instituições de pagamento. “Vimos que era uma forma de termos meios de cobrança próprios e uma forma de levar produtos e serviços para os nossos clientes”, diz o diretor executivo da MAG, Marcos Diniz. A empresa tem sete mil corretores ativos em sua base, que recebem cerca de R$ 250 milhões em comissões ao ano. Estes profissionais são autônomos e têm dificuldades, por exemplo, em obter financiamentos.

Além do lançamento da conta digital, a seguradora pedirá ainda este mês autorização ao Banco Central para operar como uma sociedade de crédito direto (SCD). A carteira de comissões de cada corretor vai servir como base de limite de crédito, conta o executivo. A ideia é também oferecer os serviços financeiros aos clientes. Uma regra da Superintendência de Seguros Privados (Susep) permite que seguradoras possam usar a reserva financeira dos planos de previdência como lastro para oferecer empréstimos. “Em um ano, queremos atingir R$ 1 bilhão em volume financeiro de transações em pagamentos”, afirma Diniz. O objetivo, segundo ele, é oferecer crédito a taxas competitivas, iguais ou melhores do que o crédito consignado.

“Temos que pensar em soluções completas para os clientes, (…) para os riscos sociais que qualquer um de nós está exposto – morte prematura, invalidez e sobrevivência. E temos que mesclar produtos de seguro para ajudar as pessoas a cuidarem da saúde”, diz o presidente da Mongeral Aegon, Helder Molina.

Até o momento, o Brasil não se viu afetado pelas mudanças no mercado depois da crise de 2009, conta Wynaendts. Boa parte do negócio dependia do chamado “spread business” – um modelo de negócios que transformava o passivo dos clientes em ativos. Depois da crise, as companhias passaram a tomar menos risco do mercado e mais dos indivíduos, diz Wynaendts. “É uma grande mudança, mas ainda não a vimos no Brasil. Olhando para Estados Unidos ou Reino Unido ou Europa, o que se vê é uma grande mudança em mover o negócio do tradicional ‘spread business’ para negócios onde o risco está no cliente.”

Essa tendência levou as seguradoras a serem mais uma provedora de serviços. Na Europa, por exemplo, os corretores de seguros não recebem mais uma comissão das empresas pelas vendas realizadas. O que se imaginava que pudesse reduzir a importância do posto, no entanto, não se concretizou, segundo os executivos da Aegon. Agora os corretores recebem o pagamento de uma taxa dos clientes pelos serviços de assessoria prestados. “Todos ficaram preocupados com a possibilidade de fim dos corretores, mas isso não ocorreu. A qualidade dos serviços dele adiciona valor. Os clientes ainda querem o contato pessoal.”

A tecnologia ajuda a Aegon a cortar custos, e também a se aproximar do consumidor. “No passado não sabíamos muito sobre os clientes. Apenas tínhamos um número de apólice. E agora conhecemos o cliente, onde mora, seu trabalho. Podemos fazer muito mais com essas informações”, afirma o executivo.

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