21º Congresso: seguro pode ajudar o Brasil a crescer

11/10/2019 / FONTE: CQCS

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O segundo dia do 21º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, que a Fenacor está realizando no resort Costa do Sauípe (Bahia), começou com um debate sobre o tema “Os Caminhos para a Retomada do Crescimento e a Reforma da Previdência”, reunindo lideranças do mercado e autoridades. “O crescimento da economia é bom para o setor de seguros, assim como ter um mercado mais forte e muito bom para o Brasil. O setor tem mais de R$ 1 trilhão em reservas que podem ser de muita utilidade no financiamento do desenvolvimento do Brasil”, salientou o presidente da Fenacor, Armando Vergilio, que foi o mediador do debate.

Primeira a falar, a superintendente da Susep, Solange Vieira acentuou que a tecnologia é “nossa aliada”, mas, ressaltou, que as inovações trarão profundas mudanças no mercado.. “Precisaremos de soluções inteligentes no ciclo de desenvolvimento de produtos. Hoje, as vendas levam em conta aspectos comportamentais, mas precisarão ser cada vez mais personalizadas e eficientes. Não haverá venda de produto se não houver opção de realiza-la pelo celular”, advertiu.

Ela voltou a garantir que a Susep quer dar mais liberdade para o mercado e anunciou que a Susep pretende acabar com os Fipes que são “odiados” pelas seguradoras

Solange Vieira novamente defendeu a privatização de seguros públicos – como os de acidentes de trabalho e de desemprego – e comentou as diferenças entre os mercados de seguros do Brasil e dos Estados Unidos. “Aqui, o valor do prêmio per capita é 12 vezes menor que nos Estados Unidos. Podemos dobrar a cobertura do seguro sem a necessidade de crescimento do PIB. Ficarei muito satisfeita se pudermos reduzir essa diferença durante a minha gestão na Susep”, salientou.

Já o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, falou sobre algumas medidas que o Governo vem adotando para reduzir seus custos, incluindo a Reforma da Previdência. Segundo ele, com essa reforma, o déficit na Previdência, hoje na faixa de R$ 300 bilhões, deverá se estabilizar até 2026 e, a partir de então, começará a decrescer.

Por sua vez, o presidente da CNseg, Márcio Coriolano, acentuou que o seguro teve importância destacada na recuperação econômica nos países desenvolvidos da Europa, nos Estados Unidos e no Japão, após séries crises no passado, e que isso pode ocorrer também no Brasil. “O nosso mercado já demonstra sua força, com forte resiliência à crise dos últimos três anos, sempre crescendo acima do PIB. Nossas reservas, somadas ao patrimônio líquido das empresas do setor, já passam de R$ 1,3 trilhão. Esses recursos podem servir de lastro para investimentos no Brasil”, observou Coriolano.

Por fim, o presidente da FenaPrevi, Jorge Nasser, salientou que o mercado de seguros é “parte da solução e não dos problemas” enfrentadas na Previdência Social. “A reforma virá para retomar a crença no Brasil e destravar investimentos. A população não sabe disso. O Governo não pode operar milagres. Convivemos com a crença de que o Governo sempre poderá prover uma solução. Mas, isso é um grande equívoco”, alertou.

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