por Dilmo Bantim

Viva a Vida


Seguros de Benefícios no mercado de seguros

19/12/2018 / FONTE: Dilmo Bantim


O ano de 2018 que se encerra trouxe aos brasileiros e ao mercado de seguros muitos novos fatos, decisões e expectativas para o futuro imediato.

As previsões de economistas e instituições ligadas a esse intrincado universo, contudo, preveem otimistas notícias, indicando recuperação e crescimento para nosso país.

– A economia brasileira volta a crescer em 2019, projetando um PIB de 2,5% (e 2018 projetando 1,35%), revelando confiança na retomada do crescimento, devendo esse ritmo se intensificar nos próximos anos;

– O Fundo Monetário Internacional projeta que a inflação será menor em 2019, pois o fato de haver muitos desempregados e de o PIB brasileiro estar abaixo do seu potencial são razões que pressionam a inflação para baixo, embora a queda não deva ser muito acentuada e nem rápida, uma vez que o aumento no preço das commodities já pressiona a inflação para cima no mundo inteiro, em especial nos países desenvolvidos. A estimativa de inflação deste ano (IPCA) é de 4,30% e para 2019 de 4,20%;

– A expectativa para o crescimento da produção industrial em 2018 ano é de 2,78% e para o ano seguinte de 3,00%;

– A Organização Internacional do Trabalho projeta redução de desemprego para 2019, o que não acontece desde 2014. Segundo a entidade, em 2019 o número de desempregados será de 12 milhões, em comparação com os 13,4 milhões de 2017;

– A taxa básica de juros, ou Selic, terminará o ano de 2019 em 8%. Comparativamente, para o ano de 2018 projeta-se taxa de juros de 6,5%;

Essas novidades impactam de forma majoritariamente positiva o mercado de seguros, em especial o chamado mercado de Seguros de Benefícios, abrangendo este os seguros de Pessoas (incluído o Habitacional), Saúde Complementar, Previdência Complementar e Capitalização.

É sabido por muitos que a área de seguros ainda tem grande potencial de crescimento em nosso país. Corroborando isto, dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), apontam que apenas 10% da população brasileira possui algum tipo de seguro. Alguns motivos para essa baixa porcentagem são a baixa oferta de produtos específicos e a ainda pesada estrutura burocrática envolvida na comercialização dos produtos.

Apesar da ainda baixa penetração dos contratos de seguros na população em geral, os números do mercado (medidos até o terceiro semestre de 2018) mais uma vez mostram a consistente capacidade da indústria securitária no sentido do crescimento.

A comercialização dos seguros de Pessoas, de forma geral, registrou aumento de 8,3% em relação a 2017 (enquanto em ramos elementares ficou por volta de 7%).

Num rápido exame por modalidade de produto, o seguro de Vida teve crescimento de 5,7%.

O seguro Prestamista apresentou expansão de 23,7%.

O seguro para Acidentes Pessoais cresceu 7,6%.

O seguro de Funeral e o Seguro Viagem se mantiveram estáveis.

O ramo Habitacional avançou cerca de 7%.

No caso da Saúde Suplementar, a taxa média de crescimento é de 12,5%.

Os títulos de Capitalização tiveram expansão de 1,9%.

No conjunto, PGBL e VGBL demonstraram redução de 5,1%.

Capitalização, PGBL e VGBL que cresceram expressivamente em anos anteriores, aparentemente sofreram impactos negativos relacionados ao desemprego elevado, as baixas taxas de juros e, às altas taxas de administração que impactam negativamente a rentabilidade de alguns planos PGBL/VGBL.

Ainda que hajam perspectivas otimistas para 2019 no mercado securitário, a materialização deste cenário passa necessariamente pela melhoria das condições na economia, a qual está ligada a elementos extrínsecos ao mercado como a aprovação de reformas tributárias, políticas, redução das taxas de juros e à retomada do crescimento.

Para esse ano, há projeções mais ortodoxas de crescimento na ordem de 3,4% sobre o ano de 2017, implicando isto em percentual bem inferior à projeções realizadas no ano passado, que era de aproximadamente 6,4%.

Este tipo de revisão nas projeções do mercado de seguros, estão fazendo com que as seguradoras também ajustem suas próprias expectativas.

Para 2019, contudo, as expectativas já indicam crescimento mais acelerado e, as mais otimistas acreditam na volta dos dois dígitos de avanço, já verificados em anos passados.

Dilmo Bantim Moreira

Presidente do Conselho Consultivo do CVG/SP, Diretor de Relacionamento com o segmento de Pessoas da ANSP,

administrador pós-graduado em Gestão de Seguros e Previdência Privada, atuário, membro da Comissão Técnica de

Produtos de Risco da FenaPrevi e de Seguro Habitacional da FenSeg, docente em Seguros de Pessoas, Previdência

Complementar, Saúde, Capitalização, Atendimento ao Público e colunista em mídias de seguros.

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