O que vai rolar em 2018?

15/01/2018 / FONTE: Sergio Ricardo de M Souza


Por Sergio Ricardo de M Souza, MBA, M.Sc.

Já estamos em 2018 e, como sempre, há muita expectativa em relação as oportunidades e ameaças que o novo ano trará para todos, sobretudo para nós, no mercado de seguros.
O cenário político ainda está indefinido e, infelizmente, a polarização é cada vez maior. Por mais que tentemos encontrar rumos eles ainda não estão muito claros, o que sempre é um complicador a mais. A Standart & Poors acaba de rebaixar o Brasil para um nível mais baixo, quase de calote, pesando na balança a dificuldade em cumprir o que é necessário para reduzir a dívida corrente e estabilizar definitivamente a economia, mas o que mais preocupa é que a instabilidade política e a possibilidade de gerarmos mais um salvador da pátria nas eleições de 2018 já é captada pelos analistas dessas agências de rating.

Na prática, tudo isso significa que teremos ainda mais dificuldade de captar investimentos internos e externos, permitindo fazer com que a economia cresça e nos garanta uma geração de empregos mais intensa.

O cenário, portanto, não é dos melhores e, em que pese já sabermos de tudo isso, o que mais impressiona é a rápida deterioração social em decorrência da crise, que se enxerga pela massa de desempregados, mas também pelo avanço do crime organizado, que também atinge as cidades do interior e a precarização dos serviços públicos básicos para a população.

O nosso mercado vai continuar a responder de forma positiva às demandas da sociedade, mas elas não devem ser espetaculares, já que a retomada da economia será lenta. Já identificamos que há um certo alento nas vendas de automóveis, mas os movimentos de troca de planos de saúde tendem a se intensificar um pouco mais, o que pode significar mais perdas de clientes, mas há oportunidades reais para quem trabalha com planos de previdência.

Não há, ainda, sinais claros de retomada da construção civil e de outras áreas ligadas a indústria, mas temos que trabalhar com um pouco de otimismo em relação a nossa capacidade de enfrentar as adversidades de cabeça erguida, sobretudo porque há novas iniciativas tecnológicas e as pessoas estão saindo da inércia via empreendedorismo, o que é muito bom.

Reitero, que esse é o momento de planejar o futuro e estudar. Há muitos anos sempre digo que “quem sabe mais, vende mais” e essa é a hora de se preparar para fazer as coisas acontecerem, participando dos fóruns do mercado, comparecendo aos treinamentos oferecidos pelas seguradoras e as palestras da Funenseg, por exemplo, para estar atualizado e preparado para atender com excelência. Não há tempo ruim para quem investe em conhecimento.
Sumarizando, vai rolar muita luta, mas o mercado de seguros não tem medo de cara feia.

Sergio Ricardo de M Souza Executivo dos Mercado de Seguros com mais de 20 anos de experiência. Mestre em Sistemas de Gestão – UFF/MSG, MBA em Sistemas de Gestão – GQT – UFF. Engenheiro Mecânico – UGF. Membro da ANSP – Academia Nacional de Seguros e Previdência e Diretor do CVG – Clube Vida em Grupo RJ. Fundador do Grupo Seguros – Linkedin. Associado da ABGP, PMI, PRMIA, IARCP. Colunista da Revista Venda Mais e do Portal CQCS. Foi Coordenador de Pós-Graduação e Professor dos programas de Pós-Graduação do IBMEC, UFF, ESNS, FGV, FUNCEFET, IPETEC UCP, UVA, CEPERJ, ECEMAR, ESTÁCIO DE SÁ, TREVISAN, IBP, CBV. Sócio-Diretor da Gravitas AP – Consultoria e Treinamento, especializada gerenciamento de riscos, seguros e resseguro. e-mail: sricardo@gravitas-ap.com

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