O que está acontecendo no mercado de planos de saúde e o que você tem a ver com isso?

29/04/2019 / FONTE: Sergio Ricardo


Captura de Tela 2019-04-29 às 10.37.26Por Sergio Ricardo

As pessoas ficaram assustadas ao saber que um dos maiores players do mercado de planos de saúde decidiu descredenciar uma das maiores redes de hospitais que atua no Brasil (sobretudo no Sudeste). São hospitais altamente reconhecidos como de qualidade, mas o que está em jogo são os efeitos da crise e a percepção que os custos operacionais não podem mais ser repassados para os beneficiários, porque não há mais espaço para tal.

Há alguns anos as operadoras de saúde suplementar (seguradoras, medicinas de grupo, cooperativas médicas etc.) vem operando muito acima do limite atuarial projetado para os custos com as contraprestações o que é absolutamente preocupante e que encontra muito pouco espaço para solução, salvo apertar os custos e trabalhar no sentido da excelência operacional.

É fácil compreender o tamanho do problema.

Toda discussão sobre a Reforma da Previdência torna bastante claro que a maioria dos brasileiros que têm acesso econômico aos planos de saúde estarão em maus lençóis em muito pouco tempo, porque o preço dos planos de saúde é impagável para todos os que já se aposentaram e, também, para os que vão se aposentar nos próximos anos e em diante. Além disso os planos individuais sumiram do mercado deixando poucas opções aos beneficiários.

Imaginando que apenas uma parcela mínima população deverá se aposentar com vencimentos próximos do teto (R$ 5.839,45) e que os planos de saúde custam mais de R$ 1.000,00 por pessoa (na melhor das hipóteses), as pessoas terão que escolher entre comer e tomar remédios de uso contínuo ou pagar por assistência à saúde suplementar, privada.

A única saída é rever custos assistenciais, o que passa, também, pela revisão do que os planos de saúde oferecem à população, combate às fraudes e ao desperdício, onde quer que ele esteja, além de um forte controle sobre a utilização indevida, consultas e exames desnecessários etc.

Reajustes Acima da Inflação

Os reajustes dos planos individuais ocorrem, todos os anos, há vários anos, por índices determinados pela ANS, bem acima da inflação oficial, em que pesa a chamada “inflação médica” para a qual concorrem os excessos de utilização de consultas e exames (cada vez mais tecnológicos e onerosos), além dos efeitos da judicialização de exigências dos beneficiários que não estavam previstas nos contratos e nas alterações do Rol de Procedimentos, que inclui custos não previstos atuarialmente.

Ano 2018 2017 2016 2014 2013

Reajuste 10,00% 13,55% 13,57% 9,65% 9,04%

Esses índices de reajuste são formulados a partir da compilação da média dos reajustes aplicados por livre negociação aos planos empresariais, onde o fator moderador é o poder de barganha das empresas, concorrendo assim para que as operadoras não venham a se exceder.

Os planos empresariais até 30 vidas são reajustados pela média da necessidade das carteiras de cada operadora, anualmente.

Não se pode esquecer que toda vez que o beneficiário “pula de faixa” etária também sofre reajuste, mas quando isso acontece para os 59% o reajuste é em torno de 60%, porque a partir daí o Estatuto do Idoso impede que ocorram outros, pelo menos por faixa etária.

Simplificando, com o envelhecimento da população, o aumento exponencial dos custos e a situação caótica da saúde pública, há uma granada com o pino retirado prestes a explodir.

Para piorar, se por um lado, por conta da crise econômica, as operadoras não vêm conseguindo arrebanhar novos contratos e vem perdendo os antigos, de outro, os beneficiários não conseguem fazer frente aos preços cobrados.

Que futuro se espera para tudo isso?

A necessidade de um novo marco regulatório é absolutamente urgente, de forma que se possam estabelecer novas regras, que tornem a saúde suplementar econômica e socialmente sustentável.

MBA Saúde Suplementar

A Universidade Católica de Petrópolis em parceria com o IPETEC e a Gravitas AP oferece ao mercado o MBA Saúde Suplementar com objetivo de permitir a capacitação de profissionais das operadoras e, também, das corretoras de seguros. Trata-se de um curso, voltado para a tratar da estratégia, concepção, gestão, regulação e comercialização de planos de saúde e odontológicos, com 19 disciplinas, ministradas por professores de alto nível acadêmico (Mestres, Doutores e Pós-Doutores), que também são profissionais reconhecidos pelo mercado.

Esse curso é:

  • Presencial, no Rio de Janeiro, nas segundas e quartas-feiras ou aos sábados, quinzenais no Centro do Rio e às terças-feiras, semanais, na Barra da Tijuca; e
  • On-line, segundas e quartas-Feiras ou sábados aos sábados, quinzenais, teletransmitido por streaming de internet pela plataforma Adobe Connect que permite, por exemplo, que os alunos (em qualquer lugar do País) possam fazer perguntas ao vivo (se quiserem) com vídeo e voz, ao vivo, ou mesmo que o professor monte grupos virtuais em que todos possam interagir ao vivo. Quem perde a aula por qualquer motivo pode assistir quando quiser, dentro da semana, inclusive as perguntas e respostas dos alunos.

A coordenação acadêmica é do Prof. Sergio Ricardo de M Souza e esse projeto acadêmico inovador já formou 4 turmas e tem outras 4 turmas em andamento.

Para conhecer o programa do curso de pós-graduação, informações e inscrições:

  • MBA em Gestão de Negócios de Seguros
  • Matrículas: (21) 3553-412 ou 4113
  • Link – MBA Saúde Suplementar (http://www.ipetec.com.br/mba-em-saude-suplementar-ead/)
  • Coordenação – Prof. Sergio Ricardo de M Souza, MBA, M.Sc.
  • 380 horas
  • Novas turmas em maio/2019
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