Sergio Ricardo

Executivo dos Mercado de Seguros com mais de 20 anos de experiência. Mestre em Sistemas de Gestão – UFF/MSG, MBA em Sistemas de Gestão – GQT – UFF. Engenheiro Mecânico – UGF. Foi superintendente técnico e comercial na SulAmérica Seguros. Foi membro da ANSP – Academia Nacional de Seguros e Previdência e foi Diretor do CVG – Clube Vida em Grupo RJ. Fundador do Grupo Seguros – Linkedin. Associado da ABGP, PRMIA, IARCP. Colunista da Revista Venda Mais e do Portal CQCS. Coordenador de Pós-Graduação e Professor dos programas de Pós-Graduação do IBMEC, UFF, IPETEC UCP, ENS, FGV, FUNCEFET, UVA, CEPERJ, ECEMAR, ESTÁCIO DE SÁ, TREVISAN, IBP, CBV. É, atualmente, coordenador acadêmico de vários cursos de pós-graduação, como o MBA Saúde Suplementar http://www.ipetec.com.br/mba-em-saude-suplementar-ead/, do MBA Gestão de Negócios de Seguros http://www.ipetec.com.br/mba-em-negocios-de-seguros-ead/ e do MBA Governança, Riscos Controles e Compliance na UCP. Sócio-Diretor da Gravitas AP – Consultoria e Treinamento, especializada em gerenciamento de riscos, seguros, saúde suplementar e resseguro. www.gravitas-ap.com([email protected]).

Saber Sabendo - Ensinando e Aprendendo | 13 de agosto de 2021 | Fonte: Sergio Ricardo

Há inovação em Seguros sem o Corretor?

1 comentário

Há um ambiente muito promissor para inovação e o Sandbox é uma boa oportunidade para quem quer empreender com soluções inovadoras, pena que, na maioria dos casos, com uma certa miopia em relação às formas de distribuição, que estão acreditando mais em vendas digitais diretas e deixando de lado os corretores de seguros, que é quem pode esclarecer o consumidor leigo e de fato alavancar as vendas, cumprindo o papel histórico de prestação de serviço à população.

Por exemplo, quando propagandas de seguradoras confundem coberturas de seguros com serviços de assistência 24 horas, fazendo o consumidor pensar que são a mesma coisa, sem dizer, por exemplo, em seguros “moderninhos” de automóveis, que não há cobertura para colisões e nem para alagamentos, não está lá o corretor de seguros atuando para que o consumidor não compre gatos por lebres.

Afinal, o que é ser digital? 

Com certeza é muito mais que estar nas redes sociais, fazer uma mídia bacaninha e parecer moderno. É preciso ser claro, transparente, com processos simples e muito competentes em oferecer facilidades quase que indutivas ao consumidor e, sobretudo, ter de fato serviços seguros, de qualidade percebida pelos consumidores.

Insisto que na linha de inovações possíveis e fáceis de implantar, há o que fazer imediatamente. 

São exemplos:

1 – A assinatura digital de propostas, que poderiam até já resolver os problemas de exposição do montante das remunerações, deveria ser priorizada pelas seguradoras para os seguros de danos e de pessoas, inclusive com a declaração do segurado das informações que caracterizam se ele é ou não pessoa politicamente exposta, livrando assim o corretor de vários problemas operacionais e impondo segurança ao processo de contratação;

2 – Na mesma linha, não compreendo o porquê dos segurados, no momento da contratação, ainda não receberem um link onde eles mesmos informem os seus dados bancários ou de cartões de crédito em ambiente seguro.

Enquanto escrevo esta coluna inaugura-se a segunda fase do Open Banking, enquanto o Open Insurance dá os seus primeiros passos, sem a inovação de incluir o corretor de seguros, que convenhamos, é quem é capaz de orientar tecnicamente o consumidor para não cair em ciladas, pois em seguros o que está em jogo é a proteção das pessoas, das suas famílias e de seus patrimônios.

O seguro existe no mundo há alguns séculos. É uma das mais sólidas e tradicionais instituições do mundo e os corretores de seguros sempre estiveram cumprindo o seu papel consultivo, orientando os consumidores, pessoas físicas e jurídicas, no processo de transferência de riscos ao mercado de seguros.

Em previdência complementar privada, por exemplo, que inovação tecnológica será capaz de informar aos clientes como escolher entre produtos de uma ou outra instituição, comparando carregamentos, taxas de entrada e saída, característica dos fundos, tributação etc.? Suspeito que só o corretor de seguros especialista poderá fazer isso, sendo fundamental que esteja capacitado e atualizado para executar suas funções.

Inovação é ouvir quem está no dia a dia com os clientes, simplificar e dar segurança aos processos, tornando-os de fato digitais e transparentes, sobretudo retirando do colo dos corretores trabalhos operacionais não remunerados, que inclusive os obriga a colecionar dados sensíveis dos clientes.

Apenas como sugestão e já há condições regulatórias para tal, que tal inovar e criar um Seguro Residencial All Risks, que de fato possa cobrir vendavais, alagamentos e desmoronamentos com 100% do LMI? Os corretores de seguros iriam adorar comercializar isso (os bancos também).

1 comentário

  1. ANDRE LUIZ DANTAS

    14 de agosto de 2021 às 6:54

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