Sergio Ricardo

Executivo dos Mercado de Seguros com mais de 20 anos de experiência. Mestre em Sistemas de Gestão – UFF/MSG, MBA em Sistemas de Gestão – GQT – UFF. Engenheiro Mecânico – UGF. Foi superintendente técnico e comercial na SulAmérica Seguros. Foi membro da ANSP – Academia Nacional de Seguros e Previdência e foi Diretor do CVG – Clube Vida em Grupo RJ. Fundador do Grupo Seguros – Linkedin. Associado da ABGP, PRMIA, IARCP. Colunista da Revista Venda Mais e do Portal CQCS. Coordenador de Pós-Graduação e Professor dos programas de Pós-Graduação do IBMEC, UFF, IPETEC UCP, ENS, FGV, FUNCEFET, UVA, CEPERJ, ECEMAR, ESTÁCIO DE SÁ, TREVISAN, IBP, CBV. É, atualmente, coordenador acadêmico de vários cursos de pós-graduação, como o MBA Saúde Suplementar http://www.ipetec.com.br/mba-em-saude-suplementar-ead/, do MBA Gestão de Negócios de Seguros http://www.ipetec.com.br/mba-em-negocios-de-seguros-ead/ e do MBA Governança, Riscos Controles e Compliance na UCP. Sócio-Diretor da Gravitas AP – Consultoria e Treinamento, especializada em gerenciamento de riscos, seguros, saúde suplementar e resseguro. www.gravitas-ap.com([email protected]).

Saber Sabendo - Ensinando e Aprendendo | 26 de março de 2021 | Fonte: Sergio Ricardo

Gerenciamento de riscos em seguros


O objeto do seguro é o risco. Sem risco não há seguro, o que aliás é um dos pilares da definição de riscos seguráveis: devem ser futuros, possíveis, independente da vontade das partes, passíveis de provocar perdas e possíveis de ocorrer.
Quem já foi meu aluno foi submetido a uma brincadeira-exercício que sempre faço, perguntando se seria possível fazer seguro para eventos em que ursos polares viessem a comer pinguins. 

Os alunos mais bem-informados correm para responder que não, porque os ursos polares vivem no polo norte e os pinguins no polo sul, mas sempre lembro a eles que existe a possibilidade deles se encontrarem em um zoológico qualquer, o que abre a cabeça dos alunos para o mundo da formulação dos eventos de riscos, suas causas e impactos, suas probabilidades e consequências. Ainda mais,  formulação de respostas aos riscos e controles, onde os seguros têm papel muito importante. 

GERENCIAMENTO DE RISCOS
Na prática, gestão de risco ou gerenciamento de riscos é o conjunto de atividades coordenadas que têm o objetivo de gerenciar e controlar uma organização em relação aos potenciais riscos (oportunidades ou ameaças), seja qual for a sua possibilidade de manifestação. Para isso é necessário que esteja alinhado com os objetivos estratégicos da organização e regidos sob a égide de sua governança corporativa.

Implica no planejamento e uso dos recursos humanos e materiais para atuar no sentido de eliminar e, quando isso não é possível, minimizar os riscos ou, então, tratá-los, utilizando para isso várias estratégias, dentre elas as que alteram processos e, também, as estratégias de proteção financeira. Ao longo do processo sempre será possível descobrir oportunidades de melhorias em processos que podem se desdobrar em ganhos efetivos de produtividade e qualidade, o que significa dizer que quase sempre se adota o gerenciamento de riscos para não perder e se acaba descobrindo que é possível ganhar, razão pela qual os riscos, mais recentemente, podem ser classificados como sendo negativos ou positivos.

O SEGURO COMO RESPOSTA AOS RISCOS

Dentre as estratégias financeiras de resposta aos riscos está o seguro, mas elas não nascem do nada e de forma desconexa do todo. 

O seguro, como estratégia financeira de proteção às pessoas e às empresas contra as eventuais perdas, é considerado complementar. Ele não atua sobre as causas dos eventos, mas sobre as consequências e assim deve ser usado em conjunto com outras estratégias de resposta que têm por objetivo atuar diretamente para eliminar, prevenir ou minimizar a probabilidade de ocorrência e até outros impactos dos eventos adversos. 

De toda sorte, a contratação dos seguros necessários traz tranquilidade em relação ao ressarcimento das perdas e tempo para que se possa atuar de forma estruturada, com planos de ação específicos, que possam envolver as várias áreas da organização, na condução de um amplo Programa de Gerenciamento de Riscos.  


Assim, para os clientes, o objeto do gerenciamento de riscos percorre a identificação dos eventos de risco, a análise de suas causas e possíveis impactos, a avaliação de probabilidades de ocorrência e magnitude das consequências, bem como as estratégias de resposta aos riscos (dentre elas o seguro) e os controles para monitorar tanto a evolução dos riscos, como a eficácia das estratégias adotadas.


PAPÉIS DOS ATORES DO MERCADO NO GERENCIAMENTO DE RISCOS 

As pessoas que trabalham em seguros acabam usando o termo “gerenciamento de riscos” no dia a dia, mas muitas vezes não têm ideia do que isso significa em toda a sua amplitude e o que está envolvido no processo de gerenciar riscos, que pode ter aspectos, interesses e objetivos distintos, dependendo dos atores envolvidos e das suas missões.


Aos corretores de seguros cabe compreender os riscos expostos, eventualmente auxiliando com a sua experiência o processo de risk assessment, sobretudo na identificação dos eventos de riscos e, na amplitude do seu espectro de atuação, prescrever desenhos de coberturas de seguros para trazer resposta financeira aos riscos, prestando informações aos subscritores de riscos das seguradoras de forma a encontrar as melhores ofertas técnicas e de melhor preço, para a transferência dos riscos ao mercado de seguros. Após a colocação dos riscos nas seguradoras, cabe também aos corretores de seguros gerenciar o portfólio de seguros de seus clientes, cuidando das apólices em si, dos eventuais sinistros e das renovações.

Para os subscritores de riscos, que atuam nas seguradoras e nas resseguradoras, o gerenciamento de riscos tem utilidades distintas: a de entender o processo de gestão que ocorre nos segurados (a partir das informações que lhes chegam dos corretores, dos questionários de avaliação de riscos e das inspeções que podem ser solicitadas ao longo do processo de aceitação) para que possam decidir sobre a aceitação plena ou condicionada à recomendações, a precificação e a imputação de franquias e/ou participações dos segurados nos sinistros. A outra utilidade é a de gerenciamento dos riscos da concentração de exposições, o que pode definir mudanças de posicionamento em relação à dinâmica das políticas de aceitação de riscos e as necessárias proteções de resseguro das carteiras. Trata-se, neste caso, da junção do gerenciamento de riscos clássico com a análise atuarial.


Percebe-se, assim, que o gerenciamento de riscos em seguros percorre várias etapas, com características e objetivos distintos, mas que precisam ser conhecidos por quem atua no mercado de seguros.

OPORTUNIDADE DE CAPACITAÇÃO 

Há inúmeras oportunidades de prestação de serviço de qualidade e valor agregado pelo mercado de seguros utilizando o gerenciamento de riscos e este é o motivo pelo qual a Gravitas AP vai ministrar um minicurso on-line sobre Gerenciamento de Riscos em Seguros em 17/04/2021, das 09h00 às 12h00 e 14h00 às 17h00.

SERVIÇO

Curso – Gerenciamento de Riscos em Seguros
Data – 17/04/2021
Horário – 09h00 às 12h00 e 14h00 às 17h00
Docente – Prof. Sergio Ricardo de M Souza, MBA, M.Sc
Investimento – R$ 240,00 por participante
Certificados – Emitido pela Gravitas AP
Pré-inscrições – [email protected] ou (21) 98848-2158  

FAÇA UM COMENTÁRIO

Esta é uma área exclusiva para membros da comunidade

Faça login para interagir ou crie agora sua conta e faça parte.

FAÇA PARTE AGORA FAZER LOGIN