Explosão em Condomínio na Fazenda Botafogo – Uma Tragédia Que Se Repete

06/04/2016 / FONTE: Sergio Ricardo de Magalhães Souza


4O Rio de Janeiro acordou no dia 05 de março com a cobertura jornalística de mais uma explosão de gás em condomínio, dessa com 5 pessoas mortas e 9 feridas, além das perdas patrimoniais.

Os relatos dão notícia que os moradores haviam acionado a concessionária de gás muitas vezes nos últimos meses, mas apesar dos técnicos terem ido ao local e até realizado reparos, substituindo as tubulações que abasteciam o condomínio, mesmo assim o cheio de gás não cessou, gerando várias outras reclamações. No total foram 49 pedidos de vistoria e reparos. Um outro dado da concessionária diz que dos 40 apartamentos, apenas 19 são clientes efetivos. Tudo isso é muito estranho e deixa margem a várias hipóteses: explosão de um botijão de gás em um dos apartamentos do andar térreo; vazamento e acúmulo de gás sob a laje (por motivo de existência de espaços vazios confinados, da mesma forma que ocorreu na praça de alimentação de um shopping center em Osasco – SP há vários anos); vazamento em tubulação interna rompida por qualquer motivo ou em válvula de um dos apartamentos, dentre muitas outras. A perícia deve determinar as causas e as responsabilidades.

Para nós do mercado de seguros fica a curiosidade em saber como o prédio estava coberto pelo seguro (já que é obrigatório) e o porte das coberturas. Vale lembrar que o seguro de condomínio não cobre as perdas de conteúdo (salvo de contratada cobertura adicional com este fim) e nem as vidas perdidas.

Com essa visão e com esse exemplo lamentável, pensar em uma apólice coletiva de seguro de pessoas estipulada pelo condomínio para cobrir, pelo menos, morte acidental, invalidez parcial ou total por acidente e funeral teria boa aceitação e cumpriria uma função social muito importante. O problema é que angariar as informações das pessoas daria muito trabalho, assim como manter atualizada a apólice.

Uma solução seria as seguradoras criarem produtos de seguro coletivo de pessoas a capital global, adaptado para condomínios, com cobertura exclusiva para morte acidental ou invalidez, em decorrência de incêndio, explosão, vendaval, desmoronamento e outros acidentes.

No caso em questão, imaginando que cada um dos apartamentos teria em média 4 pessoas e considerando um capital individual de R$ 50.000,00, poderíamos estimar um prêmio de R$ 5,00/mês por morador. Operacionalizar isso seria muito simples e as corretoras das administradoras já conhecem bem o trâmite para tal, porque seria da mesma forma que fazem com outros seguros que são cobrados nos boletos mensais de condomínio, devidamente identificados.

Isso é apenas uma ideia, mas como é função do corretor buscar alternativas para cobrir os riscos expostos de seus segurados, não se pode descartar a demanda e a busca de soluções simples e acessíveis às pessoas.

Outra pergunta movida pela nossa curiosidade: quantas unidades no referido condomínio têm apólices vigentes de seguro residencial?

Sentimos muito por mais uma perda anunciada e cada vez mais corriqueira no Brasil. Espero que essa coluna ajude a pensar que neste exato momento síndicos e condôminos devem estar cheios de dúvidas, esperando uma ligação de um corretor de seguros com todas as respostas e argumentos.

Sergio Ricardo de Magalhães Souza

Mestre em Sistemas de Gestão – UFF/MSG, MBA em Sistemas de Gestão – UFF, Mestre em Engenharia Mecânica, COPPE-UFRJ. Engenheiro Mecânico – IME/UGF. Doutorando em Engenharia de Produção na UFF. Membro da ANSP – Academia Nacional de Seguros e Previdência e do CVG – Clube de Vida em Grupo RJ. Fundador do Grupo Seguros – Linkedin. Membro da ABGP – Academia Brasileira de Gestão de Projetos e do PMI Project Management Institute. Fellow at The Professional Risk Managers International Association (PRMIA) International Association of Risk and Compliance Professionals (IARCP). Membro do NFPA National Fire Protection Association. Membro da UBQ – União Brasileira da Qualidade – RJ. Colunista da Revista Venda Mais e do Portal CQCS. Coordenador Acadêmico do MBA em Gerência de Riscos – UFF/ESNS. Coordenador Acadêmico do MBA Executivo em Seguros e Resseguro da ESNS. Coordenador Acadêmico do MBA Gerência de Riscos da ESNS. Coordenador Acadêmico do MBA Gestão de Performance – FUNCEFET, Coordenador do MBA Saúde Suplementar na UCP/IPETEC. Ex-coordenador do MBA Seguros Gestão Estratégica – UVA. Professor dos programas de Pós-Graduação da ESNS, UFF, FGV, IBMEC, FUNCEFET, IPETEC UCP, UVA, CEPERJ, ECEMAR, ESTÁCIO DE SÁ, TREVISAN, IBP – Instituto Brasileiro do Petróleo, CBV – Confederação Brasileira de Voleibol. Executivo do Mercado de Seguros com mais de 20 anos de experiência. Sócio-Diretor da Gravitas AP – Consultoria e Treinamento especializada gerenciamento de riscos, seguros e resseguro. e-mail: sricardo@gravitas-ap.com

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