Capacitação Diferenciada em Tempos de Crise Pode Produzir Resultados Surpreendentes

04/05/2015 / FONTE: CQCS/ Sérgio Ricardo


O setor de Saúde Suplementar é um dos mais importantes para a sociedade, não somente pelo seu peso econômico, mas também pelo interesse social. No Brasil, em que pese termos um dos sistemas públicos mais abrangentes do mundo, a opção pela assistência privada é um dos sonhos de consumo dos brasileiros.

O setor de Saúde Suplementar foi responsável por cerca de 1,1 bilhão de procedimentos como: consultas, internações, exames, terapias etc., em 2014. Há mais de 50 milhões de pessoas atendidas por algum tipo de plano de saúde e mais de 21 milhões por planos odontológicos, o que significa tratar-se de um dos setores com maior atratividade da economia, com resultados de crescimento espetaculares e, enormes desafios de gestão.

Para cumprir a sua função social e empresarial, os atores privados do sistema (operadoras – cooperativas médicas e odontológicas, filantropias, empresas de medicina e odontologia de grupo, administradoras de benefícios, seguradoras e empresas que resolvem instituir seus próprios planos de saúde, além de vários prestadores de serviço), sob supervisão da ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar e da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária e, com a influência de uma série de associações e entidades patronais de classe (ABRAMGE, FENASAÚDE, SINAMGE, SINOG, UNIDAS, CNS, FENCOM, ANAB), fornecem assistência à saúde de forma suplementar, de modo que o cidadão não perde o direito de ser atendido pelo SUS – Sistema Único de Saúde ao contar com a cobertura do plano privado. Com relação ao funcionamento, a indústria de insumos de saúde e seus distribuidores fornecem medicamentos, materiais, equipamentos e gases medicinais, entre outros produtos, aos prestadores de serviços de assistência à saúde. Estes, por sua vez, utilizam os insumos comprados para ofertar serviços aos beneficiários de planos de saúde, que pagam pelos serviços usufruídos por meio da mensalidade do plano contratado, quando se trata de planos individuais ou de adesão às entidades de classe ou por meio de benefícios das empresas em que trabalham, de forma compulsória ou contributária.

Segundo dados da ANS há 873 operadoras de saúde e 346 operadoras exclusivamente odontológicas em atuação no Brasil, que geraram R$ 127.152.176.429,00 e R$ 2.693.308.855,00, respectivamente, em receitas de contraprestações em 2014. O mercado de Saúde Suplementar quadriplicou de tamanho nos últimos 10 anos e as taxas de crescimento de beneficiários é bastante significativa.

A regulação da Saúde Suplementar foi iniciada em 1999, com a entrada em vigor da lei 9.656/98 que dispõe sobre os planos de saúde. No ano seguinte, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) foi criada para atuar na regulamentação, criação e implementação de normas, controle e fiscalização das atividades do segmento. Antes da lei 9.961/2000, que criou a ANS, as seguradoras de saúde eram reguladas pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e as demais operadoras pelo Ministério da Agricultura.

Trata-se hoje, portanto, de uma complexa cadeia produtiva, com enormes desafios de gestão estratégica e operacional e, por isso, carente de melhoria de processos, tecnologia e capital, além de mão de obra especializada para gestão e comercialização de planos de saúde e da execução da assistência em si.

A má notícia é que não há, no Brasil, cursos técnicos profissionalizantes, de graduação e mesmo currículos universitários de pós-graduação para formar pessoas para atuar em saúde suplementar. Há, apenas, uma ou outra iniciativa isolada, muitas vezes patrocinada por associações patronais, para especializar e formar gestores para as várias áreas de interesse da Saúde Suplementar.

No Rio de Janeiro, onde há mais de 9 milhões de beneficiários de planos de saúde e odontológicos, este panorama começa a mudar. A tradicional UCP – Universidade Católica de Petrópolis, por meio do IPETEC, sediado no Rio de Janeiro, formatou um programa de pós-graduação denominado MBA Saúde Suplementar, com 360 horas-aula, reconhecido pelo MEC, com início previsto para 09 de maio, aulas aos sábados (quinzenal) das 8:30 as 17:30h, no Centro do Rio de Janeiro, com investimento que cabe no bolso (R$ 363,60 a mensalidade, até o dia 10 de cada mês). As disciplinas ofertadas são as seguintes: Ambiente Econômico da Saúde Suplementar (20h), Análise Ambiental da Competição de Operadoras de Saúde e Odontologia (20h), Aspectos Legais e CDC Em Saúde Complementar (20h), Comercialização de Produtos de Saúde e Odontológicos (20h), Contabilidade Aplicada às Operadoras de Saúde (20h), Controles Internos e Governança em Saúde Suplementar (20h), Estratégias de Prevenção em Saúde Suplementar (20h), Gerenciamento de Projetos (20h), Gerenciamento de Riscos em Saúde Suplementar (20h), Gestão de Pessoas em Saúde Suplementar (20h), Gestão Financeira e Orçamentária em Saúde Suplementar (20h), Histórico e Panorama da Saúde Suplementar (20h), Legislação E Regulação Assistencial em Saúde Suplementar (20h), Metodologia da Pesquisa (20h), Produtos de Saúde e Odontológico – Empresarial e Individual (20h), Sistemas de Ti em Saúde Suplementar (20h), Solvência e Aspectos Atuariais (20h), Subscrição e Precificação para Produtos de Saúde e Odontologia (20h). A coordenação acadêmica é do Professor Sergio Ricardo de Magalhães Souza, M.Sc e os docentes são doutores, mestres e especialistas com larga experiência acadêmica e no mercado. Maiores informação estão disponíveis na página do IPETEC-UCP em www.ipetec.com.br, pelos telefones (21) 3553-4112 ou 4113 e na fanpage do curso em www.facebook.com.br/mbasaudesuplementar.

Há um velho ditado que diz que vende mais, quem sabe mais. Poderíamos dizer também que quem sabe mais produz melhores resultados e cria empregabilidade. Em tempos de crise são os que sabem mais que mantém seus empregos, que ousam empreender e que fazem sucesso, mais a frente.

Tempos de crise são oportunidades para repensar a carreira e o foco nos negócios.

Sergio Ricardo de Magalhães Souza

Mestre em Sistemas de Gestão – UFF/MSG, MBA em Sistemas de Gestão – UFF, Mestre em Engenharia Mecânica, COPPE-UFRJ. Engenheiro Mecânico – IME/UGF. Doutorando em Engenharia de Produção na UFF. Membro da ANSP – Academia Nacional de Seguros e Previdência e do CVG – Clube de Vida em Grupo RJ. Fundador do Grupo Seguros – Linkedin. Membro da ABGP – Academia Brasileira de Gestão de Projetos e do PMI Project Management Institute. Fellow at The Professional Risk Managers International Association (PRMIA) International Association of Risk and Compliance Professionals (IARCP). Membro do NFPA National Fire Protection Association. Membro da UBQ – União Brasileira da Qualidade – RJ. Colunista da Revista Venda Mais e do Portal CQCS. Coordenador Acadêmico do MBA em Gerência de Riscos – UFF/ESNS. Coordenador Acadêmico do MBA Executivo em Seguros e Resseguro da ESNS. Coordenador Acadêmico do MBA Gerência de Riscos da ESNS. Coordenador Acadêmico do MBA Gestão de Performance – FUNCEFET, Coordenador do MBA Saúde Suplementar na UCP/IPETEC, Ex-coordenador do MBA Seguros Gestão Estratégica – UVA. Professor dos programas de Pós-Graduação da ESNS, UFF, FGV, IBMEC, FUNCEFET, IPETEC, UVA, CEPERJ, ECEMAR, ESTÁCIO DE SÁ, TREVISAN, IBP – Instituto Brasileiro do Petróleo, CBV – Confederação Brasileira de Voleibol. Executivo do Mercado de Seguros com mais de 20 anos de experiência. Sócio-Diretor da Gravitas AP – Consultoria e Treinamento. e-mail: sricardo@gravitas-ap.com

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