As vezes perdemos tudo que temos por nao saber possuir. Ana maria Braga

colunas - por sergio ricardo

A insegurança de quem compra planos de saúde

20/02/2017 / Fonte: Sergio Ricardo de M Souza

A Saúde Suplementar é um dos segmentos mais regulados do mercado, mas ainda há um longo caminho a percorrer para dar ao consumidor motivos para mais segurança e tranquilidade.

O processo de consumo é iniciado na comercialização de planos de saúde e odontológicos, que ocorre por meio de corretores de seguros ou por qualquer outro tipo de canal de distribuição já que a ANS – Agência Nacional de Saúde Suplementar jamais teve preocupação direta sobre o assunto, por entender que isso é da competência das operadoras.

Ao contrário do mercado de seguros em si, em que o corretor de seguros foi reconhecido pela legislação, até poucos anos atrás, como o único intermediário autorizado a comercializar seguros, sendo agora também reconhecido o representante (ou agente) de seguros, devidamente identificado e contratado para tal pelas seguradoras para tal (por exemplo, as redes varejistas) e, obviamente, sujeito a regulação da SUSEP, não ouve a mesma preocupação por parte da ANS.

O problema é que Saúde Suplementar não é simples e a escolha de um plano de saúde ou odontológico envolve vários fatores, não somente o preço que o consumidor vai pagar e sem regulação e supervisão direta sobre quem comercializa os produtos, qual a capacitação que têm para atender o consumidor e mesmo conhecimento técnico dos produtos, do rol de procedimentos e dos demais aspectos técnicos e operacionais que envolvem as operadoras, o nível de insegurança afasta consumidores, já que ficam à mercê de vendedores por vezes inescrupulosos e oportunistas.

Apenas para fazer um paralelo, para alguém ser corretor de seguros é necessário habilitação e registro na SUSEP. Para comercializar planos de saúde e odontológicos nada é necessário.

Outro aspecto a chamar a atenção é que a forma de comercialização faz com que, em muitos casos, o primeiro pagamento seja retido pelo vendedor. A operadora só começa a efetivamente cobrar ao cliente após o aceite ou implantação e ela não se responsabiliza pelo primeiro pagamento. Assim se houver recusa de aceitação, o cliente, que pensava ter pago a primeira parcela a operadora como parte do negócio, terá que correr atrás da devolução com quem fechou o negócio, o que sempre é um problema.

Há inúmeros casos de fraudes e ilusão dos consumidores relatados todos os dias na imprensa e o pior é que os lesados quase sempre são idosos e pessoas menos esclarecidas.

Já passou da hora da ANS se envolver no assunto, pois há cerca de 70 milhões de pessoas com planos de saúde ou odontológicos no País e, superada a crise econômica que vivemos, um enorme potencial de crescimento.

O que você pensa sobre esse assunto? Sergio Ricardo de M Souza

Executivo dos Mercado de Seguros com mais de 20 anos de experiência. Mestre em Sistemas de Gestão – UFF/MSG, MBA em Sistemas de Gestão – GQT – UFF. Engenheiro Mecânico – UGF. Membro da ANSP – Academia Nacional de Seguros e Previdência e Diretor do CVG – Clube Vida em Grupo RJ. Fundador do Grupo Seguros – Linkedin. Associado da ABGP, PMI, PRMIA, IARCP. Colunista da Revista Venda Mais e do Portal CQCS. Foi Coordenador de Pós-Graduação e Professor dos programas de Pós-Graduação do IBMEC, UFF, ESNS, FGV, FUNCEFET, IPETEC UCP, UVA, CEPERJ, ECEMAR, ESTÁCIO DE SÁ, TREVISAN, IBP, CBV. Sócio-Diretor da Gravitas AP – Consultoria e Treinamento, especializada gerenciamento de riscos, seguros e resseguro. e-mail: sricardo@gravitas-ap.com


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