Notícias | 25 de junho de 2014 | Fonte: CQCS

“Venda on-line não substitui o corretor”

34341Com a globalização e as novas demandas do mercado, a venda on-line é mais uma ferramenta para o Corretor de Seguro expandir seus negócios e aumentar sua carteira de clientes. Paulo Gonçalves, corretor e diretor da Central Max Corretora de Seguros, diz que a internet é capaz de ampliar os horizontes e os limites geográficos da corretora.

“Vejo a venda on-line como uma oportunidade para o corretor impor ganho de escala em seus negócios. Precisamos buscar na operação on-line um maior número de vendas e não uma venda com menor custo. O mundo virtual pede agilidade e isso também custa. Responder o contato ou e-mail com rapidez pode fazer toda a diferença”.

Mesmo diante da possibilidade de evoluir por meio deste novo canal, alguns profissionais do mercado consideram a venda on-line um negócio de risco.

“Entendo que a preocupação de nós, Corretores de Seguros, consiste na ameaça que as grandes corretoras de venda on-line possam oferecer para nossos negócios e para o mercado. Se tivermos uma condição comercial igual aos grandes grupos para oferecer aos nossos clientes, esse problema pode ser menor. Nesse ponto, a atuação das seguradoras é de extrema importância. Também pesa como preocupação, o limitado conhecimento técnico que alguns consumidores possuem sobre determinados ramos de seguro, para comprar uma apólice sem a consultoria direta de um Corretor”, explica Paulo.

No entanto, ele ressalta a importância de não deixar o negócio apenas no mundo virtual, para atender de forma plena os consumidores.

“Não conseguiremos deter o avanço da tecnologia, teremos que nos adaptar a ela. No cenário atual, acredito que devemos usar a venda on-line para prospectar novos negócios, mas não devemos limitar o contato com nossos clientes. Pessoalmente, via telefone ou e-mail, não devemos deixar de falar com nosso segurado”.

Eldes Mattiuzzo, CEO da Bidu Corretora de Seguros, explica como funciona a venda on-line pela empresa.

“O processo de venda de seguro envolve algumas fases: cotação, transmissão de proposta, agendamento de vistoria, resolução de pendências e emissão. De todas estas fases, apenas a cotação é feita on-line. Todas as demais são feitas exatamente como toda e qualquer corretora, e como tal contamos com profissionais tecnicamente qualificados que entram em contato com o cliente, tiram suas dúvidas, prestam a consultoria necessária para auxiliá-los na escolha de seu seguro para só então efetivarmos a transmissão de propostas”.

Com a expectativa de crescimento três vezes superior em volume de prêmios emitidos de 2013 para 2014, Eldes afirma que a empresa recebe pedidos de corretores para utilizarem a plataforma da companhia.

“Hoje isso ainda não é possível, pois os cálculos são feitos em nome da Bidu e só podem ser recuperados pela própria Bidu. Como se trata de uma demanda de corretores de seguros que querem trabalhar conosco, estamos estudando a viabilidade técnica de abrir nossa plataforma para corretores, mas a ideia ainda está em estudo e concepção. Mas certamente há o desejo da Bidu em firmar tais parcerias e disponibilizar nossa tecnologia para aqueles corretores que queiram trabalhar conosco”.

Para ele, há muita desinformação a respeito da venda on-line, e isso faz com que os corretores se sintam ameaçados.

“Do total das nossas vendas, 80% são feitas para pessoas que estão comprando seguros pela primeira vez, e dos que vêm até a gente para renovar seu seguro, boa parte vem de bancos. Ou seja, não estamos concorrendo com os corretores tradicionais, e dificilmente o faremos. Aquele cliente bem atendido, acostumado com um atendimento personalizado e de qualidade do corretor tradicional, não o troca por uma ferramenta on-line e um atendimento remoto”.

De acordo com Eldes, a venda on-line da empresa visa atender aqueles que não têm acesso ou não possuem um corretor, por isso não fariam seguro de outra forma. Além desse público, a empresa também foca naqueles que buscam comodidade, independência e autonomia, típico do público de Internet.

“Somos um novo canal, e não um substituto do corretor. O e-commerce em geral, no Brasil e no mundo, dificilmente ocupa fatias superiores a 20% do total do mercado nos segmentos tradicionais de varejo, e acredito que o mesmo ocorrerá com a indústria de Seguros no Brasil. O canal internet será importante, representativo, mas não irá substituir a indústria de corretagem de seguros, que permanecerá sendo o principal canal de distribuição de seguros no Brasil”.

Um comentário

  1. Marco Ferratti

    25 de junho de 2014 às 13:41

    Você precisa estar logado para ler o comentário.

FAÇA UM COMENTÁRIO

Esta é uma área exclusiva para membros da comunidade

Faça login para interagir ou crie agora sua conta e faça parte.

FAÇA PARTE AGORA FAZER LOGIN

Valorizamos sua privacidade

O CQCS utiliza cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência, personalizar conteúdos e analisar o nosso tráfego. Ao continuar navegando, você concorda com o uso dessas tecnologias, de acordo com a nossa Política de Privacidade.

Personalizar preferências de consentimento

NecessárioSempre ativo

Estes cookies são essenciais para o funcionamento adequado do site, garantindo recursos básicos de segurança e acessibilidade. Eles não armazenam nenhuma informação pessoal identificável.

Funcional

Permitem que o site lembre das suas escolhas e forneça funcionalidades aprimoradas e personalizadas, como compartilhamento em redes sociais e integração de recursos de terceiros.

Sem cookies para exibir.

Analítico

Ajudam a entender como os visitantes interagem com o site, coletando e relatando informações de forma anônima. Fornecem dados sobre número de visitantes, tempo na página e fontes de tráfego.

Desempenho

Utilizados para compreender e analisar os principais índices de desempenho do site, ajudando a proporcionar uma experiência de navegação otimizada para os usuários.

Sem cookies para exibir.

Anúncio

Usados para fornecer anúncios mais relevantes aos visitantes com base em suas navegações anteriores, além de ajudar a medir a eficácia das campanhas publicitárias.

Sem cookies para exibir.