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Fintechs revolucionam o mercado de seguros

22/01/2016 / Fonte: CIO

post26As seguradoras também estão aderindo à filosofia colaborativa do mundo digital. Um exemplo é a distribuição de APIs para terceiros

Tecnologia financeira, ou fintech, é atualmente uma das áreas mais interessantes para pesquisa e inovação no campo da tecnologia. A Accenture estima que nos últimos cinco anos o investimento nas startups de fintech obteve um crescimento anual de 56,6%, passando de 1,64 bilhão de dólares em 2010 para 9,89 bilhões de dólares em 2014. As empresas de serviços financeiros têm investido bastante no setor, sendo que um salto de quase 300% em dólares foi registrado entre 2013 e 2014 nos EUA. As seguradoras, em particular, estão explorando de tudo um pouco; desde telemática para tecnologias wearables, até blockchain, por meio de programas de Inovação Aberta, via Fundos de Venture Capital, ou mesmo aquisições de startups.

 

A indústria de seguros está pronta para se reinventar com a ajuda das fintechs. Somente nos EUA, as empresas de seguros perdem 6,8 bilhões de dólares por ano com o churn, a rotatividade de clientes entre seguradoras. Para aumentar a retenção de clientes, 75% delas esperam reformular sua cadeia de valor nos próximos cinco anos e 43% já compraram, ou estão planejando comprar, uma startup de fintech para ajudar nessa transformação. De acordo com a CB Insights, em 2014, as companhias de seguros e suas divisões de risco corporativo aumentaram em cinco vezes seus investimentos em companhias de tecnologia, comparado a 2013.

 

Apesar do segmento de seguros ser visto como uma indústria cujas mudanças são lentas, 59% das seguradoras pesquisadas pela Accenture esperam adquirir uma startup nos próximos três anos. As seguradoras estão bem conscientes da ameaça que a revolução digital representa, por isso, estão incentivando a inovação por meio de incubadoras e aceleradoras. A American Family Insurance e a Microsoft, por exemplo, fizeram uma parceria para lançar um programa de aceleração de startups com foco em automação residencial, ajudando a criar casas mais seguras e inteligentes. A seguradora global AXA desenvolveu o programa “Start-in”, que promove a inovação interna incentivando os colaboradores de todo o mundo a concorrer pela chance de transformar suas ideias em protótipos.

 

A indústria de seguros também é fortemente afetada pela inovação tecnológica, pois essas evoluções começam a mudar a forma como essas empresas fazem o seguro de bens como carros e casas. A telemática, os wearables e a Internet das Coisas estão dando às seguradoras as informações necessárias para adequar os produtos e apólices de seguro. Os smartwatches, por exemplo, já podem acompanhar a frequência cardíaca e as atividades dos usuários, ajudando as empresas de seguro de vida a fazer estimativas mais precisas sobre a expectativa de vida de seus clientes.

 

Os clientes, por sua vez, também estão cada vez mais dispostos a trocar privacidade por uma cobertura com menor custo. Descobrimos que 77% dos consumidores estão dispostos a fornecer informações pessoais para reduzir seus prêmios, agilizar o pagamento de sinistros ou gerenciar seus riscos. Nos próximos anos, possivelmente veremos um número crescente de seguradoras firmando parcerias com empresas de dados e Internet das Coisas, que poderão compilar essas informações de forma mais adequada para suportar decisões e elaboração de políticas.

 

As seguradoras também estão aderindo à filosofia colaborativa do mundo digital. Um exemplo é a distribuição de APIs (Interfaces de Programação de Aplicativos) para terceiros, como forma de intercâmbio de informações. Por meio das APIs, um ecossistema de parceiros pode se conectar à plataforma da seguradora, permitindo o desenvolvimento rápido de novos produtos e serviços, a um custo muito menor do que no passado.

 

A revolução e a desintermediação estão por toda parte na indústria de serviços financeiros. No passado, as seguradoras faziam mudanças com cautela, enquanto outros setores apostavam em novas tecnologias. Agora, são as próprias seguradoras que estão proporcionando essa disrupção. Por meio de investimentos em inovação, elas não só melhoram suas próprias operações, como também abrem portas para novos mercados e ofertas de produtos – tanto dentro, como fora dos limites tradicionais da indústria.


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