Notícias | 23 de agosto de 2013 | Fonte: Revista Cobertura | Carol Rodrigues

Alerta ao segurado em região de risco

Prestar um serviço ao segurado no sentido de orientá-lo que está em uma região de risco pode ser uma das atuações das seguradoras em um futuro não muito distante. Esta é uma possibilidade por meio da plotagem do extrato de informações de risco de inundação e deslizamento gerado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) a um mapa georreferenciado. A ação é uma das frentes de trabalho da Central de Serviços e Proteção ao Seguro da CNseg, que tem como premissa entender a inteligência disponível no mercado, juntá-la a dados e informações e produzir um produto de valor agregado ao mercado.

Por meio desse trabalho é possível identificar em tempo real as regiões com chuvas acumuladas nas últimas 72 horas, locais em estado de atenção, alertas vigentes e os municípios monitorados. “Pegamos as informações do mapeamento de como o risco se espalha pelo País e plotamos sobre ela como os negócios podem ser afetados”, explica Paulo Cesar Kurpan Nogueira, superintendente de Planejamento e Estratégia da Central da CNseg.

O objetivo é enxergar no mapa a disposição dos riscos que estão sendo subscritos. “A partir disso, cada seguradora pode gerar suas informações e critérios de subscrição e avaliação criando polígonos onde ela quer efetivamente assumir o negócio e o volume que ela pretende aceitar de risco, ou a dispersão que quer ter a partir de um risco identificado como potencial para inundação ou deslizamento”.

Kurpan acrescenta que o material será disponibilizado às seguradoras como visão global, de todos os dados que serão compilados nas diferentes modalidades de seguros, tais como automóvel, residencial, empresarial e industrial.

Segundo ele, o trabalho depende apenas de plotar as bases disponíveis em cima das bases de riscos mapeados. “É uma ferramenta que possibilita se antecipar e agregar serviço ao cliente, no sentido de antever e comunicar para ele se preparar que vai chover”, exemplifica.

O trabalho foi apresentado durante o seminário “Riscos de Inundação no Brasil: impactos no mercado segurador, governo e sociedade” realizado pela Swiss Re, em São Paulo, na última terça-feira, 20 de agosto.

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